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PIB do Brasil é o pior entre os Brics

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O resultado do PIB brasileiro - de queda de 3,6% no quarto trimestre - é o pior até agora entre os países dos Brics (bloco formado por Rússia, Índia e China, além do próprio Brasil). A queda é ainda superior a redução do PIB da Europa, um dos centros da recessão hoje no mundo.

''O resultado é chocante'', afirmou Heiner Flassbeck, economista chefe da Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio. ''O Brasil está pagando o preço por não aceitar políticas expansionistas, nem em momentos de crise'', afirmou o ex-vice-ministro da Fazenda da Alemanha. ''Hoje, mesmo se o Brasil reduzir sua taxa de juros, terá feito tarde demais. Agora, não bastará mais os cortes. O governo logo terá de intervir para relançar a economia'', afirmou.

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Os dados do Brasil, segundo ele, de fato são os piores entre os grandes países emergentes. Na China, o crescimento foi afetado, mas chegou ainda a 6,5% no final do ano. Na Índia, a queda também ocorreu. Mas o país continua crescendo em 5,3%. A previsão inicial era de uma taxa de expansão de 7,6%. Já a Rússia sofre tanto com a queda do preço do petróleo como com a redução da demanda na Europa para suas exportações. O resultado é um crescimento previsto ainda de 2% para os últimos três meses de 2008. Para 2009, a previsão é de que a economia russa sofra uma contração de até 0,7%.


O resultado brasileiro é ainda pior que a queda do PIB na Europa no quarto trimestre de 2008. A média da redução foi de 2,4% e colocou o Velho Continente em uma recessão, fez a inflação despencar e está gerando mais de 12 mil novos desempregados por dia nos 27 países da UE. Entre os 16 países que usam o euro, a queda foi de 1,5% entre outubro e dezembro.

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''Está claro que todos estão com sérios problemas. Mas o resultado brasileiro mostra que alguns sofrerão mais que outros'', disse Flassbeck. ''O governo precisa ter a consciência de que essa situação pode gerar desemprego'', completou.


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