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Posto de gás natural deixa consumidor na mão

Victor Lopes/Equipe Folha
30 mar 2010 às 15:20

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Os motoristas de Londrina cujos carros são movidos à gás natural vão ter que esperar para voltar a abastecer seus veículos com o GNV. Desde a quinta-feira passada (25), a Gastech - único posto na cidade que oferece o serviço - entrou em reforma por tempo indeterminado.

O motivo, segundo a administradora do posto Lucimeire Cavalari, é a instalação de bombas de combustíveis líquidos comuns como gasolina, etanol e diesel. O problema é que os consumidores do estabelecimento não têm nenhuma outra opção para realizar o serviço. O posto mais próximo da cidade que trabalha com gás natural fica em Ponta Grossa. ''Estamos fazendo essa reforma para atender melhor nossos clientes, fica impossível vender o gás e fazer a reforma em conjunto'', explica Lucimeire.

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Justificativa que não está convencendo alguns consumidores, que reclamam que os problemas para o abastecimento são recorrentes na Gastech. O engenheiro agrônomo Marcelo Pinto de Arruda investiu, há dois anos, R$ 5 mil reais para converter seu carro para o GNV. ''O posto funcionava bem, mas de seis meses para cá estou ficando incomodado. O horário de atendimento foi reduzido (funciona de segunda a sábado das 6h às 20h) e acontecem muitos problemas com os equipamentos. Diversas vezes fui abastecer e não consegui'', reclama Arruda.


O que nos cálculos do engenheiro agrônomo seria uma economia de cerca de R$ 400 reais mensais, acabou se tornando um transtorno. ''Além do investimento que fiz, hoje tenho que abastecer meu carro com gasolina, que é muito mais caro que o gás natural. Como trabalho em Sertanópolis, rodo uns 3 mil km por mês. Espero que as coisas melhorem, mas hoje não recomendo a ninguém fazer a conversão'', alerta Marcelo.


Já o taxista Antonio Santana até desistiu de abastecer seu veículo de trabalho com o GNV. Diversas vezes, ele foi até o posto e voltou com o tanque vazio. ''Comprei o carro há dois anos já convertido. Tentava abastecer e sempre acontecia algum problema, como a falta de pressão nas bombas. Fiquei desanimado e hoje abasteço com gasolina mesmo'', relata o taxista.


Lucimeire admite que o posto passou por problemas técnicos algumas vezes e que no final do ano passado, com o aumento da demanda de carros com GNV, se viu obrigada a diminuir o número de bicos para o abastecimento. ''Também tive problemas com vazamentos na usina (que transforma o gás líquido em gasoso) e as paralisações aconteceram'', comenta Cavalari, que traz o gás de Paulínea, no interior de São Paulo.

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Para ela, com o término da reforma, os problemas não vão mais acontecer. A Gastech pretende instalar outro posto em Londrina no segundo semestre deste ano. ''Não vamos parar de vender o gás, mas não posso dar uma data para a conclusão da reforma. Está difícl para os clientes e para nós também, que estamos sem faturamento'', conclui a administradora do posto.


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