A Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), com sede no Rio de Janeiro, critica a decisão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Paraná (Sema) de aplicar multas milionárias a empresas do setor por não adotarem o sistema para recolher as respectivas embalagens de seus produtos após o consumo. A logística reversa, como é chamada, está prevista na legislação estadual e federal.
As multas foram aplicadas no final do mês passado a 14 empresas, cada uma no valor de R$ 1 milhão. A maior parte das empresas atua no mercado nacional e algumas são multinacionais.
O presidente da ABIR, Hoche José Pulcherio afirma que a Secretaria do Meio Ambiente aplicou a multa na véspera da assinatura de um acordo com a entidade, alegando que não havia recebido a documentação. As empresas e o Governo do Estado estavam em negociação desde o mês de maio do ano passado.
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Em nota enviada à FOLHA, a Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes apresenta dois supostos erros da Secretaria de Meio Ambiente na relação das empresas multadas. O primeiro foi incluir três fabricantes de energéticos que usam apenas latas de alumínio, produto que é coletado para reciclagem, e o segundo colocar na lista uma empresa de outro estado, ''cujos produtos sequer cruzam a fronteira com o Paraná'', conforme a nota.
O coordenador do programa Desperdício Zero na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Laerty Dudas, diz que a negociação pode até ser retomada, mas individualmente empresa por empresa e não com a ABIR.
Dudas condiciona ainda a conversa com as empresas à necessidade de apresentação de um projeto de gerenciamento dos respectivos resíduos, conforme prevê a legislação estadual - o que não exclui as latas de alumínio. O coordenador afirma que as empresas tem até o próximo dia 20 para recorrem das multas aplicadas.