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Preços dos alimentos sobem 5,2% em Londrina

Fernada Mazzini - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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A polêmica mundial em torno do aumento dos preços dos alimentos chegou a Londrina. E o resultado é que no mês passado o custo da cesta básica subiu 5,20% nos supermercados da cidade. Com o reajuste, uma família (dois adultos e duas crianças) teve que gastar R$ 586,46 com os alimentos, enquanto o custo para uma pessoa foi de R$ 195,49. Neste ano, o preço dos 13 itens alimentícios (que compõem a cesta básica) já acumula alta de 11%, enquanto nos últimos 12 meses o reajuste é de 34%.

A alta registrada em maio foi puxada, principalmente, pelos produtos que frequentam diariamente a mesa dos brasileiros como o arroz, o feijão e a carne (coxão mole). Além disso, outros itens que também tiveram seus preços reajustados foram: batata, farinha de trigo, leite C e pão francês. E o aumento médio só não foi maior porque o preço de cinco produtos caiu: açúcar, banana, café, óleo de soja e tomate (veja quadro). ''O custo de produção agrícola subiu muito devido ao aumento da demanda externa por defensivos e adubos'', avalia o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa e professor da Universidade Pitágoras.

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Ele lembra ainda que caiu a oferta de arroz e de feijão no mercado interno, elevando os preços, enquanto os custos da farinha de trigo e do pão foram impactados pelas importações e pela elevada cotação do grão no mercado internacional. Para tentar driblar este aumento de preços, a dica é sempre a mesma: a pesquisa. Este levantamento, por exemplo, verificou diferença de mais de 200% no preço da banana entre o supermercado mais caro e o mais barato (o custo variou de R$ 0,53 e R$ 1,69 o quilo).


Também foram encontradas diferenças de mais de 100% nos preços do feijão (variação de R$ 2,77 a R$ 6,09 o quilo) e do tomate (de R$ 1,29 a R$ 2,99). ''Se cada item da cesta básica fosse comprado no supermercado mais barato o custo para uma família seria de R$ 466,52, diferença de R$ 159,02 ou 53% com relação ao supermercado mais caro'', informa o economista. No estabelecimento com preços mais altos a cesta foi comprada por R$ 625,55 (para a família).


Consumo


Os consumidores estão acompanhando atentos a variação dos preços dos alimentos. No entanto, alguns preferem manter os hábitos com as compras. É o caso da dona-de-casa Izabel Cristina de Araújo Matos, que acompanha semanalmente o custo de produtos congelados, de frios, da carne e dos hortifruti. ''Sobe (o preço) toda semana, às vezes fico assustada quando chego ao caixa'', comenta. Mesmo assim, ela diz que continua comprando os mesmos produtos. ''Não gosto de mudar marcas e acho que não compensa fazer pesquisa de preços porque na compra toda não há muita diferença de valores'', avalia.

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Já o vendedor ambulante José Alves diz que faz pesquisa de preços às vezes. ''Costumo comprar no mais barato, mas quando estou com pressa faço compras no mercado mais perto. Tudo subiu'', conta. Ele diz que está comprando menos porque não tem mais dinheiro. A vendedora Valdete Miyakawa percebeu aumento de preços, principalmente, nos produtos da cesta básica. ''Faço pesquisa e compro sempre no mais barato'', diz. Mesmo assim, ela diz que está gastando cerca de 10% mais com os alimentos. ''Produtos de limpeza é difícil mudar marcas, já os outros costumo substituir por mais baratos'', afirma.


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