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Presidenciáveis debatem propostas com a indústria

Agência Brasil
25 mai 2010 às 19:35

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Antônio Cruz/Abr
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Os três pré-candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto apresentaram hoje (25), durante encontro na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), suas principais propostas de governo.

A CNI, que realiza esse tipo de encontro desde 1998, propôs aos pré-candidatos Dilma Rousseff, do PT, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV, uma discussão em torno do documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para o Crescimento, no qual expõe as perspectivas do setor para os próximos anos.

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Primeira a falar, Dilma disse que, se for eleita, cortará gastos com custeio, mas com critério, para não inviabilizar os investimentos, e que dará prioridade à reforma tributária. Ela informou ainda que criará um ministério específico para as micro, pequenas e médias empresas. Segundo a ex-ministra, a criação dessa pasta era intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desistiu da empreitada por causa da crise financeira mundial.


Serra prometeu ampliar os acordos de livre comércio e apontou o planejamento e a qualidade de gestão como formas eficazes de desenvolvimento. Para ele, os investimentos precisam ter sequência e ser ordenados por prioridade. O ex-governador anunciou também que acabará com a cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre investimentos na área de saneamento.


Marina disse que não será adepta de aventuras na economia, que não mudará as políticas cambial e fiscal e que respeitará a autonomia do Banco Central. Defendeu medidas alternativas ao aumento dos juros para conter a inflação e prometeu reduzir os gastos públicos. Para a ex-ministra, as obras planejadas para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 não devem servir apenas para os dois eventos, mas ser usadas para transformar as cidades brasileiras.

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No debate, os representantes do setor reclamaram da valorização do real, das altas taxas tributárias e do alto custo do crédito e defenderam urgência para a reforma política.


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