Os consumidores brasileiros foram surpreendidos, na manhã desta terça feira (19), com a notícia do bloqueio do aplicativo WhatsApp pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão tem os mesmos moldes daquelas publicadas no final do ano passado e em maio de 2016.
Em nota divulgada à imprensa, o Procon do Paraná avalia que a medida, que objetiva a punição da empresa pelo não atendimento a uma determinação judicial para a interceptação telemática das mensagens compartilhadas por meio do aplicativo pertencente ao Facebook Serviços Online do Brasil, vai prejudicar muitos consumidores que utilizam essa ferramenta para se comunicar e até mesmo para trabalhar. "Vale lembrar que o Brasil ocupa o 2º lugar na utilização da plataforma no mundo, que contém mais de um bilhão de usuários", diz trecho do texto.
De acordo com a diretora do Procon-PR e presidente da Associação Brasileira de Procons (Proconsbrasil), Claudia Silvano, "é preciso que outras formas de punição sejam utilizadas, tais como a aplicação de multas pesadas e eventual responsabilização penal por obstrução à Justiça. O que não pode acontecer é o bloqueio do serviço, por tempo indeterminado, prejudicando o usuário", disse.