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Suspeitos foragidos

Promotoria investiga golpe contra 552 pessoas no Paraná

Redação Bonde com MP/PR
21 jan 2013 às 14:47

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Divulgação
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A 2ª Promotoria de Justiça de Palmas investiga golpes aplicados através da empresa Pagfácil, que deixava de pagar aos bancos os boletos de contas dos clientes. A Promotoria já pediu a prisão dos responsáveis pela empresa, que fugiram da cidade. Segundo as investigações, pelo menos 552 pessoas foram prejudicadas pelos golpistas. A orientação é que as vítimas procurem a polícia e a Promotoria, para formalizarem a denúncia. Os 552 boletos estão na Promotoria e podem ser retirados pelas pessoas lesadas, uma vez que embora estejam sendo tomadas todas as medidas possíveis para que essas pessoas sejam ressarcidas, o pagamento dos boletos ainda demorará algum tempo. Assim, para que não haja ainda mais ônus, é importante que as pessoas efetivem o pagamento dos boletos não pagos, bem como guardem o boleto e o comprovante de pagamento.

O golpe era aplicado da seguinte maneira: os investigados, inicialmente, possuíam contratos com alguns bancos e com empresas como a Copel e a Sanepar, para pagamentos de boletos. No entanto, ao mesmo tempo, possuíam uma máquina clandestina com a qual faziam autenticações de boletos, mas as contas não eram pagas, ou eram quitadas depois do vencimento. Esse tipo de golpe, que configura estelionato, conforme esclarece a Promotoria, vinha sendo aplicado pelo menos desde maio do ano passado, mas o Ministério Público só foi comunicado na semana passada, quando tomou as devidas providências. A Promotoria já apurou que, desde novembro de 2012, a empresa não possui habilitação para exercer essa atividade, uma vez que os contratos com o HSBC e Bradesco, os únicos ainda existentes, estavam bloqueados. Além disso, para que tal atividade seja considerada legal, é necessário um contrato com uma entidade financeira e que a referida seja comunicada ao Banco Central.

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Alerta à população


Nesse caso, cabem dois tipos de ações judiciais: na área cível e na esfera criminal. A ação penal e ação cível correm separadamente. A Promotora de Justiça explica que, mesmo as pessoas que não registrarem o boletim de ocorrência ou prestarem depoimento no Ministério Público, ainda assim, poderão ser ressarcidas. Apesar disso, é importante que as vítimas do golpe façam a denúncia formalmente. Quanto à ação cível, poderão as pessoas lesadas ingressar com ação individual no juizado especial cível, que não precisa de advogado e nem há custas processuais. Por sua vez, o Ministério Público ingressará com a ação civil pública, tendo em vista a extensão dos danos aos consumidores e buscará o ressarcimento de todos os lesados. Aqueles que já tiverem ingressado com ação no juizado especial terão duas alternativas após o ingresso da ação civil pública: pedir a suspensão da ação no juizado especial cível e se beneficiarem com o resultado da ação civil pública, se julgada procedente, ou dar prosseguimento à referida ação, no entanto, não se beneficiarão do resultado da ação civil pública. Apenas o resultado positivo da ação civil pública influenciará nas ações individuais. Caso seja julgada improcedente ação civil pública, isso em nada prejudicará as ações individuais.


Prisões

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Os mandados de prisão preventiva dos dois responsáveis pela Pagfácil já foram expedido pela Justiça. A delegacia de Polícia Civil também continua realizando os boletins de ocorrência das pessoas prejudicadas. A promotora de Justiça destaca que, embora a solução não seja imediata, o Ministério Público está a par de todos os fatos e tomando todas as providências possíveis no caso.


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