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Requião admite que paranaenses vão sofrer com crise

31 dez 1969 às 21:33

Em pronunciamento feito nesta segunda-feira (5) à tarde, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, o governador Roberto Requião disse que a crise será sentida no Estado, no entanto, de forma moderada. "Vamos sofrer, mas em função da política tributária do Governo do Estado, sofreremos menos que os demais Estados brasileiros", afirmou ao destacar como principal ponto da política de governo a isenção de ICMS para as micro e redução do imposto às pequenas empresas, além da recente reforma tributária.

A reforma reduz de 25 e 18% para 12% a alíquota do ICMS que incide sobre 95 mil produtos. "É uma forma de ajudar os trabalhadores, porque são bens de consumo-salário, aquilo que compramos todo mês com o salário que recebemos. Eu fiz este ajuste porque a economia está sofrendo muito com a crise e é preciso que a circulação de recursos se estabeleça e a capacidade de compra do povo, principalmente dos mais pobres, não seja diminuída", justificou.


Políticas fiscais


Sobre as políticas fiscais do Estado, o governador fez questão de destacar que a mais importante de todas as medidas foi a isenção de impostos que concedeu, no início de seu governo, as micro e pequenas empresas. "Isto fez com que, em Curitiba, por exemplo, 70% das empresas instaladas ficassem enquadradas no programa de isenção. São 30 mil empresas neste regime somente na capital. São empresas que não pagam nada ou que pagam pouco. A média de pagamento dessas empresas é de 1,15%. Isto é praticamente nada, já que as empresas regulares pagam 18%".


Segundo Requião, o principal resultado proporcionado por esta política fiscal é a transformação do Paraná num dos estados que mais tem gerado emprego de carteira assinada nos últimos anos.

O governador também acrescentou que menos impostos significam mercadorias mais baratas. Requião garantiu que "a política do Paraná, nesse momento, é basicamente defender o emprego de povo e defender as empresas" (com Agência Estadual de Notícias).


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