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Requião defende medidas mais enérgicas contra os bancos

31 dez 1969 às 21:33

O governador Roberto Requião defendeu a liberação imediata de crédito para a agricultura, indústria e comércio, para evitar a deterioração da economia. Durante a abertura da Expo Londrina 2009, Requião criticou os bancos, que "são os responsáveis pela crise financeira e estão negando o crédito para fazer a economia girar". O governador sugeriu ao presidente Lula que estatize o depósito compulsório retido no Banco Central. Segundo ele, o governo federal já flexibilizou esse dinheiro para irrigar a economia, mas os bancos compraram letras do tesouro para fugirem do risco das operações financeiras. "Precisamos de crédito. O oxigênio do capitalismo é o crédito", explicou.

Requião lembrou que o presidente Lula fez a primeira tentativa de irrigar com mais dinheiro a economia ao flexibilizar os depósitos compulsórios nos bancos. "Mas eles ao invés de injetar esse dinheiro na economia, compraram Títulos do Tesouro", disse. Requião acredita que o presidente vai tomar medidas mais enérgicas, que o País precisa para fazer o dinheiro que os bancos estão negando ir para a economia rural. Ele citou como exemplo o Paraná, que está numa situação excepcional diante do Brasil. Destacou o anúncio do investimento da Cooperativa Integrada, no valor de R$ 35 milhões, que serão aplicados na instalação de uma fábrica de sucos no município de Uraí (Norte do Paraná).


Outro exemplo de dinamização da economia adotado no Estado foi o corte do ICMS para cerca de 100 mil itens. "Com isso o salário terá mais poder aquisitivo e o dinheiro vai circular na economia. E o Estado ainda arrecada mais, sem a ação repressora do Fisco", observou.

Para Requião, o Brasil tem que crescer a partir das mini, pequenas, médias empresas, que precisam de financiamento. "Não adianta financiar uma grande multinacional e achar que o Brasil vai melhorar, porque se não tiver salário para comprar alimentos, medicamentos, produtos de consumo popular, a economia não anda", disse o governador.


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