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Sai semana que vem

Rigoto antecipa conteúdo do pacote da construção

Edson Pereira Filho - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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O pacote de medidas para ativar a construção civil foi discutido ontem entre Germano Rigotto, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal, e Alfons Gardemann, proprietário da Pado, empresa líder no mercado de ferragens de portas e janelas, cadeado e fechaduras. Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, informou que o governo pretende anunciar na quarta-feira, dia 25, a construção de 1 milhão de moradias, investindo cerca de R$ 70 bilhões. ''O que preocupa é a demora no anúncio do governo para beneficiar o setor da construção civil, que aguarda ansiosamente por isso'', desabafou Gardemann.

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Rigotto conversou com autoridades políticas e empresariais de Londrina e região, além de visitar a fábrica Pado, em Cambé, que emprega 1,3 mil funcionários. Durante a visita, o ex-governador adiantou que parte do dinheiro do pacote de construção civil virá do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, haverá uma desoneração fiscal de toda cadeia de produtos da construção civil. ''O setor empresarial também entrará com recursos próprios'', acrescentou.

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Ele explicou que, no caso das moradias populares, a população de baixa renda não precisará dar entrada para aquisição do imóvel. Além desta facilidade, ele informou também que a classe média será beneficiada, podendo adquirir imóveis de aproximadamente R$ 500 mil. Segundo ele, o déficit de imóveis no Brasil é de 10 milhões de moradia. Rigotto argumentou, entrentanto, que a iniciativa gera mais emprego para um dos setores que mais emprega no País, além de ajudar no enfrentamento da crise atual.


Alfons Gardemann lembrou que a ajuda do governo não virá com a mesma rapidez que foi para o setor automobilístico, que obteve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo ele, o setor de construção civil não demitiu até agora, devido a expectativa do anúncio das novas medidas por parte do governo. O industrial argumentou que as empresas estão suportando a crise atual por serem autossuficientes e não dependerem de importações. Gardemann lembrou também, que o setor imobiliário no país é o menos comprometido financeiramente, se comparado a outros países.


O proprietário da Pado, entrentanto, lembrou que sua empresa teve uma queda no faturamento de 10% no último trimestre. Segundo ele, o comércio nos últimos dias tem comprado menos produtos da indústria, esperando que o governo anuncie logo o pacote da construção civil.

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Perguntado se o setor tem fôlego para esperar o pacote e depois ter tempo suficiente para implementá-lo, Gardemann declarou que a indústria da construção civil já passou por nove crises econômicas e que a atual não supera em nada as anteriores. ''Esta crise é mais amena do que outras que tivemos'', comparou. Ele acrescentou que logo no início da crise americana, em setembro do ano passado, os empresários da construção civil já começaram a tomar inciativas para este momento agudo da crise. ''Sabíamos que iria chegar este período de vacas magras'', resumiu.


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