O secretário da Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul, João Carlos Machado, liberou nesta quarta-feira (7) o ingresso de carne bovina desossada e maturada, com origem de frigorífico certificado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), oriunda do Paraná, por meio da portaria 15/07.
Para as demais unidades da federação a situação permanece inalterada, isto é, permitida somente a comercialização de carne desossada e maturada.
Para o secretário da Agricultura do Paraná, Newton Poh Ribas, ao liberar a entrada das carnes do Paraná o Rio Grande do Sul reconhece o trabalho de saneamento do rebanho paranaense e o trabalho executado pelo serviço de fiscalização e defesa sanitária da Secretaria da Agricultura. "O governo gaúcho atende, com esta medida, as reivindicações da iniciativa privada do Estado, e nos ajuda com a avaliação do relatório que está sendo encaminhado pelo Ministério da Agricultura à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
A nova legislação também permite à indústria de suínos paranaense enviar para o Rio Grande do Sul carne in natura oriunda de estabelecimentos SIF destinados a unidades também SIF ou sob fiscalização da Coordenadoria de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Cispoa) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento. O mesmo vale para reprodutores suínos do Paraná originários de criatórios certificados, desde que observada regras federais vigentes.
Para facilitar a fiscalização da secretaria, a portaria prevê a criação de apenas sete pontos de entrada de animais, produtos, subprodutos e materiais de multiplicação animal no Rio Grande. Os corredores sanitários são Iraí (BR 158), Vacaria (BR 116), Marcelino Ramos (BR 153), Barracão (BR 470), Torres (BR 101), Goio-Em (município de Nonoai, RS 406 na intersecção com SC 480) e perímetro urbano de Barra do Guarita. Cargas em trânsito em outras vias de acesso serão apreendidas e consideradas clandestinas.
O comércio de carnes entre os dois estados estava suspenso desde outubro de 2005, quando foi registrado o primeiro foco de febre aftosa no estado do Mato Grosso do Sul. Como o Paraná pertence ao Circuito Pecuário Centro-Oeste, o mesmo do MS, os estados do Sul colocaram barreiras para o comércio de carnes.