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Risco de segunda recessão nos EUA está subindo

Agência Estado
12 ago 2011 às 14:53

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O risco de um segundo mergulho na recessão está aumentando fortemente nos EUA, com a economia enfrentando uma desaceleração no crescimento e grandes oscilações nos mercados globais. Essa é a conclusão de uma pesquisa que o Wall Street Journal realizou ao longo da semana passada com 46 economistas.

Para os analistas ouvidos, a chance dos EUA já estarem em uma nova recessão é de 13%. Já as chances de uma contração na economia em 2012 são de 29%, sendo que na pesquisa do mês passado esse índice era de 17%.

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Outro estudo que corrobora essa visão é a pesquisa realizada pelo Federal Reserve da Filadélfia com 37 especialistas. Para eles, o risco de uma recessão no terceiro trimestre deste ano é de 17,2%, sendo que na pesquisa anterior, três meses atrás, esse índice era de 8,5%.


Segundo o Comitê de Datação de Ciclo Empresarial do Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), uma recessão se caracteriza quando ocorre "uma queda significativa na atividade em todos os setores da economia, que dura mais do que alguns poucos meses". O problema é que o comitê geralmente só declara uma recessão após ela já ter começado há muito tempo.


Alguns economistas dizem que a diferença entre uma recessão e o crescimento extremamente lento registrado nos EUA até agora é praticamente inexpressiva. "A esta altura, nós estamos provavelmente discutindo a nomenclatura; uma segunda recessão está em andamento", afirma Paul Ballew, economista-chefe da Nationwide.


Dados sobre o PIB dos EUA divulgados no final do mês passado mostram que a recuperação tem sido lenta, com um crescimento abaixo de 1% no primeiro semestre, em uma taxa anual sazonalmente ajustada. O PIB no segundo trimestre apresentou crescimento de apenas 1,3% e, segundo economistas do Goldman Sachs, o número pode ser revisado para 0,9%, após um crescimento de 4,4% no déficit comercial do país em junho.


Para Michelle Meyer, economista do Bank of America, "a economia já foi atingida por uma série de choques este ano, então eu acredito que precisamos de apenas mais um choque moderado para empurrar a economia de volta para a recessão".


Um dos fatores que poderia prejudicar ainda mais a economia é uma queda forte nos mercados de ações. Segundo Steve Blitz, economista do ITG Investment Research, retrações acentuadas nesses mercados podem fazer os consumidores reduzirem seus gastos, principalmente os mais ricos.


Um dos principais elementos para a economia dos EUA é o mercado de trabalho - que também está sob pressão. Os especialistas ouvidos pelo Fed da Filadélfia creditam que a taxa de desemprego deve permanecer em 9,0% este ano, caindo para 8,6% em 2012. Na pesquisa realizada três meses atrás, os economistas esperavam uma taxa de desemprego de 8,7% para 2011.


A pesquisa do Fed também mostrou que a taxa natural de desemprego no terceiro trimestre deste ano deve chegar a 6,0%, o maior nível dos últimos 15 anos. O desemprego natural é a taxa para a qual uma economia caminha no longo prazo, em um cenário de equilíbrio pleno de emprego e com a ausência de inflação. Nessa situação, há um número de trabalhadores sem emprego, mas a oferta e a demanda por emprego estão em equilíbrio.

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Na pesquisa do Wall Street Journal, os economistas apontam também a fragilidade no setor imobiliário. Segundo eles, os preços das residências devem cair 3% este ano, avançando apenas 1,5% em 2012. A situação ruim nesse setor foi um dos fatores apontado pelo Federal Reserve quando o banco central divulgou sua decisão de política monetária, na semana passada. As informações são da Dow Jones.


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