A maior parte do preço do litro de combustível é decorrente de tributos e da margem de lucro de distribuidoras e revendedoras. A afirmação é do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Segundo a Petrobras, apenas um terço, cerca de 33%, do valor pago pelos consumidores nos postos de combustíveis é responsabilidade da companhia. Com o litro da gasolina cotado na média a R$ 2,50 no Paraná, o valor recebido pela companhia seria em torno de R$ 0,83, com os demais custos relativos a impostos e ao lucro dos distribuidores e postos.
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Conforme os técnicos da Petrobras, a composição de custo do litro da gasolina é formada por 33% de valor do produto para a companhia, 28% de ICMS (média no país), 18% para distribuidores e revendedores, 13% de Cide, Pis e Cofins, e 8% custo do álcool anidro misturado à gasolina.
Segundo Costa, o preço dos combustíveis no Brasil não acompanha automaticamente o valor do barril de petróleo no mercado internacional porque o governo tem uma política de preços de não repassar variações drásticas do mercado, chamadas de volatilidade. Ou seja, quando o barril chegou a US$ 140, no ano passado, a companhia manteve praticamente intocados os preços internos no país. Da mesma forma agora, que o barril é cotado a US$ 50, a Petrobras não pode repassar a baixa automaticamente.