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Salários de admissão tiveram alta de 4,86% no semestre

15 jul 2010 às 15:59

Os salários médios de admissão apresentaram um aumento real (descontada a inflação) de 4,86% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje. Nesse intervalo, o valor subiu de R$ 783,08 para R$ 821,13. "Foi um crescimento acima da inflação. Isso é prova inequívoca da aceleração da economia", comemorou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

De acordo com o ministro, o dado é positivo porque diz respeito somente ao pagamento feito pela primeira vez ao trabalhador. Isso revela, segundo Lupi, que ao contrário do que sempre se disse as novas contratações não estão sendo realizadas por salários mais baixos. "Este é o dado mais importante para mim de todos da economia brasileira", disse o ministro. "É o dado que mostra a geração do círculo virtuoso da economia: emprego, renda, consumo, produção, emprego", citou.


Para o ministro, o indicador continuará forte no segundo semestre deste ano. Indagado se não teme que dados extremamente positivos do mercado de trabalho sejam usados como argumento pelo Banco Central (BC) para aumentar os juros, Lupi disse esperar que isso não ocorra. "O Banco Central tem que ajudar o Brasil a gerar mais empregos. Sou seguidor do (vice-presidente da República) José Alencar nisso e repito o mantra", afirmou, referindo-se aos pedidos feitos por Alencar desde o início do governo, em 2003, para que a autoridade monetária seja menos rigorosa com o aumento da Selic (a taxa básica de juros da economia).

Desde 2003, primeiro ano do governo Lula, o salário médio de admissão subiu 29,14%, segundo o Caged, passando de R$ 635,85 para R$ 821,13. De acordo com o cadastro, a elevação foi generalizada em todas as unidades da federação, com destaque para Rondônia (59,46%), Piauí (55,19%), Maranhão (46,50%) e Bahia (46,14%).


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