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1,3 mil unidades

Sem verba federal, obras do "Minha Casa" estão paradas em Londrina

Guilherme Batista - Redação Bonde
22 jul 2015 às 17:05

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Divulgação/Prefeitura de Londrina
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O contingenciamento anunciado pelo governo federal há alguns meses chegou às obras do programa "Minha Casa, Minha Vida" em Londrina. De acordo com o presidente da Companhia de Habitação (Cohab) do município, José Roberto Hoffmann, as empresas responsáveis pela construção de 1.362 unidades populares nas zonas norte e sul da cidade paralisaram as atividades há pelo menos um mês por conta da ausência do repasse de recursos pela União. "Duas parcelas já estão atrasadas", contou Hoffmann em entrevista ao Bonde nesta quarta-feira (22).

"A empresa trabalha durante 30 dias, mede o serviço executado, emite as notas fiscais e envia para a Caixa Econômica Federal. O problema é que esses documentos deixaram de ser pagos", completou.

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O maior empreendimento, de 1.218 imóveis, está sendo construído no jardim Flores do Campo, na zona norte, pela empresa portuguesa Fórmula, que tem uma filial em Curitiba. As obras, com investimento total de R$ 79 milhões, tiveram início em dezembro de 2013 e sofrem com os constantes atrasos. Previsto para ser entregue em janeiro deste ano, o conjunto só será concluído após a regularização dos pagamentos por parte do governo federal. "A previsão é de que tudo seja finalizado em um ano, mas só a partir do momento no qual a União retome o envio de recursos", destacou o presidente da Cohab.


Conforme ele, a construtora entrou em contato com o município no mês passado para pedir pelo "estabelecimento de um fluxo mínimo de pagamento". "Temos a intenção de procurar o Ministério das Cidades nos próximos dias para expor a vontade da empresa, que precisa da retomada dos repasses para evitar prejuízos financeiros", argumentou, lembrando que, até agora, a terceirizada fez a construção de cerca de 40% do empreendimento.


Já as obras do conjunto da zona sul, denominado Alegro Villagio, estão sendo tocadas pela construtora G. Ferdinandi, também de Curitiba. Bem menor se comparado ao da região norte, o empreendimento é formado por 144 imóveis e começou a ser construído no ano passado. Hoffmann contou que tanto a Fórmula como a G. Ferdinandi estão inconformadas com os atrasos e ameaçando abandonar as obras. "A gente precisa trabalhar no estímulo dessas empresas, mostrar a elas que a situação pode ser resolvida em breve e, também, ir atrás do governo federal para esclarecer o que está acontecendo", explicou.

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Enquanto espera pelo repasse de recursos já comprometidos, a Cohab segue na formulação de projetos para a terceira fase do "Minha Casa, Minha Vida". Segundo Hoffmann, eles preveem a construção de cerca de mil unidades na zona sul e outras centenas nos distritos rurais. As propostas devem ser finalizadas no decorrer dos próximos meses e apresentadas ao governo federal no início de 2016.


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