A Sercomtel realizou na sexta-feira (26) mais uma assembleia para tratar do processo de liquidação das empresas coligadas Adatel TV e Comunicações Osasco S.A e Adatel TV e Comunicações São José S.A. Em entrevista ao Portal Bonde, o presidente da telefônica, Christian Schneider, confirmou que o procurador jurídico da Sercomtel, Christian Almeida Momenté, deixou o cargo para assumir a função de liquidante das operações deficitárias.
Na última sexta-feira, um relatório foi apresentado aos acionistas durante a reunião. "Várias assembleias serão realizadas até a conclusão do processo", disse Schneider. O objetivo da Sercomtel é a extinção das coligadas por causa do prejuízos gerados, principalmente, por conta de tributos e ações trabalhistas. A telefônica chegou a lançar o leilão da Adatel Osasco e São José, no entanto, ninguém demonstrou interesse na compra das empresas de TV por assinatura.
O Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina informou que o prefeito Alexandre Kireeff encomendou às secretarias de Fazenda, Planejamento, Gestão e Governo um estudo com diferentes opções de aporte financeiro para Sercomtel, em um valor de quase R$ 4 milhões.
As sugestões deverão ser apresentadas até a próxima sexta-feira (2) e Kireeff pediu que os secretários analisem três situações distintas: na primeira, seria 100% em recursos financeiros; na segunda, em bens imóveis; e na terceira, um misto entre as duas anteriores.
O valor de aporte pedido ao município foi de R$ 30 milhões, no entanto, Schneider esclareceu que R$ 7 milhões são suficientes até setembro. "Pode ser necessário no final do ano uma complementação. Não afastamos essa possibilidade, mas sabemos que o prefeito está fazendo o possível dentro da limitação orçamentária do município", comentou.
O processo de reestruturação da Sercomtel tem como objetivo o equilíbrio econômico das operações da empresa em julho de 2014. "Em primeiro momento seria mais interessante o aporte com recursos financeiros. O auxílio do município seria no valor de R$ 3,85 milhões e a Copel ficaria responsável pela outra parte do aporte", explicou o presidente da Sercomtel.
Antes, o aporte financeiro com recursos da prefeitura precisa ser aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. "É a primeira vez em 15 anos que a empresa pode receber um aporte dos acionistas. Sempre foi ao contrário", ressaltou.