Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (20), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical do Paraná e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), em conjunto com sindicatos e movimentos sociais, devem anunciar a realização de protestos em Curitiba pela redução da taxa básica de juros. O anúncio será feito às 15h30, na Sede do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.
De acordo com os sindicatos, a ação faz parte de campanha nacional em defesa da manutenção dos empregos. No entendimento das entidades, a redução da taxa de juros é fundamental para se elevar o crédito e o consumo, mantendo a economia aquecida. Estão previstas ações como passeata, mobilizações em porta de fábricas, paralisações, assembléias, entre outras. As cinco centrais sindicais representam aproximadamente 2,5 milhões de trabalhadores paranaenses, de categorias como metalúrgicos, comerciários, bancários, químicos, petroquímicos, têxteis, gráficos, fumageiros e alimentação.
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Protesto em SP
Os metalúrgicos da região do ABC Paulista realizaram manifestação na manhã desta terça-feira (20) ao lado da Mercedes-Benz, na Avenida 31 de Março, bairro Paulicéia, em São Bernardo do Campo (SP), em defesa do emprego e pela superação da crise econômica, sem demissões nem corte de salário
Greve
Cerca de 900 metalúrgicos de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (20), como protesto às demissões nas empresas Delga e Engemet, após assembleia realizada em frente às fábricas nesta manhã, segundo informações do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, Miguel Torres. A Delga fabrica cabine de ônibus, peças estampadas da linha branca e outros produtos. A Engemet produz barras e rolos de aço para construção mecânica em geral, trefilados, retificados e peças usinadas.
De acordo com o sindicato, a Delga, na zona oeste da capital, havia anunciado a demissão de cerca de 120 funcionários. A empresa, que tem 700 funcionários, já concedeu licença remunerada, férias coletivas e alega não ter mais como manter o quadro de funcionários. Na Engemet, de acordo com Torres, os 170 funcionários pararam contra o anúncio do corte de 45% da folha de pagamento.