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Efeitos da crise

Sobe taxa de financiamento de carro no País

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Os primeiros sinais de que a crise bate à porta apareceram na semana passada para a indústria automobilística, com a subida das taxas médias de juros para financiamentos e o encolhimento dos prazos. Porém, segundo representantes do setor, ainda não são suficientes para alterar os planos de investimentos das montadoras. "Estamos olhando o Brasil com as mesmas condições de crescimento estrutural. A serenidade vai voltar ao mercado", diz Jackson Schneider, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que estima crescimento de 15% na produção nacional em 2008, em comparação ao ano anterior.

A Ford teve aumento de 8% nas vendas nos primeiros dez dias de outubro, ante o mesmo período de 2007. Já em relação a setembro, o número de veículos vendidos entre 1º e 10 deste mês mostrou uma queda de 1,2%. "Há uma redução no ritmo do crescimento, mas ele continua existindo", diz o diretor de assuntos governamentais da empresa, Rogélio Golfarb. "Não estamos em contração ainda, nem temos planos de tirar o pé do acelerador." A montadora descarta, por enquanto, dar férias coletivas ou mesmo diminuir o ritmo da produção. Há duas semanas, GM e Fiat anunciaram férias coletivas para parte de seus empregados, negando, porém, qualquer relação com redução da demanda interna.

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Mesmo sem desconsiderar uma redução da produção, as montadoras deixaram claras suas preocupações com a maior restrição ao crédito para compra de veículos nos últimos dias. Ford, GM e Volkswagen anunciaram condições especiais para financiamentos, baixando a taxa de juros para até 0,99%, em alguns casos. Temendo queda nas vendas, concessionárias também sacrificaram margens e passaram a oferecer descontos à vista para alguns modelos. Apesar do esforço, analistas apostam que haverá uma desaceleração do setor. "A crise terá um impacto negativo na concessão de crédito, que ficará mais escasso e caro", diz a vice-presidente da consultoria Booz & Company, Letícia Costa. Cerca de 65% das vendas no País são feitas a prazo.


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