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Subprocurador compara lucro de pedágios ao de tráfico

31 dez 1969 às 21:33

"As empresas que administram as rodovias privatizadas têm lucros exorbitantes só comparáveis aos do tráfico internacional de drogas". O comentário foi feito pelo subprocurador geral da República, Aurélio Veiga Virgílio Rios, em um grupo de trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que se preparava para iniciar uma reunião sobre infra-estrutura (estradas, ferrovias e usinas de energia) e foi lembrado pelo líder do Governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), nesta quarta-feira (4) na Assembléia Legislativa.

Aurélio Rios esteve em reunião da Escola de Governo, coordenada pelo governador Roberto Requião, e afirmou que a alteração da Taxa Interna de Retorno (TIR) – fator que mede o lucro das empresas – pelo Governo Federal nos leilões de concessão de rodovias prova que é possível uma redução considerável das tarifas. Segundo Rios, os contratos estão embasados em parâmetros econômicos e técnicos ultrapassados e, por isso, precisam ser revistos.


"É preciso rever os contratos antigos e fazer o reequilíbrio econômico em favor do usuário. Esse equilíbrio deve ser tratado pensando no interesse público", destacou Rios. E acrescentou que, quando a TIR foi criada, visou "manter sempre o lucro das empresas, mas não pode haver princípio de mão única".

De acordo com a avaliação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no Paraná a TIR cobrada pelas seis concessionárias de pedágio é em média de 23%. Somente no ano passado, as empresas arrecadaram R$ 869 milhões, num total de R$ 6,5 bilhões em valores corrigidos desde que o pedágio foi implantado, em 1998. "É uma sangria à economia do estado", afirma o deputado Luiz Cláudio Romanelli, líder do governo na Assembléia Legislativa.


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