O Brasil tem uma das tarifas de celulares pré-pagos mais caras do mundo. Por aqui, o comprometimento da renda para custear os gastos com celulares ultrapassa 5%, segundo revela pesquisa realizada pelo DIRSI (Regional Dialogue on the Information Society).
De acordo com o estudo, o gasto do brasileiro com um celular pré-pago era de US$ 45 no segundo trimestre do ano passado, 75,20% a mais do que o de Honduras, o segundo país com maior custo na América Latina, US$ 25,69.
Em comparação com a Jamaica, o menor custo do continente (US$ 2,21), a diferença é de 1.936,65%.
América Latina
No geral, as tarifas na América Latina são mais altas do que em outros lugares do mundo. Com exceção da Jamaica e da Costa Rica (US$ 3,50), os gastos com celulares pré-pagos dos latino-americanos são, em média, de US$ 15.
Em países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que inclui Europa e Estados Unidos, o gasto médio é de US$ 13,50, enquanto que nos países asiáticos o valor destinado para tal despesa é de US$ 3,60.
Diante de tal cenário, conclui o estudo, o tempo de uso dos celulares pré-pagos ainda é baixo na região, sobretudo, no Brasil - apesar de os pré-pagos serem a maioria entre os usuários. Só para ter ideia, o tempo gasto pelos latino-americanos com serviços disponíveis nos celulares é de 116 minutos por mês, enquanto que na África e na região da Ásia – Pacífico é de 129 e 290 minutos, respectivamente.