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Taxas cobradas no Terminal de Cargas são reduzidas

11 ago 2009 às 22:12

A Infraero de Londrina reduziu as taxas cobradas para armazernar e despachar produtos para exportação no Terminal de Cargas do Aeroporto de Londrina. Caíram de 1% para 0,6% do total do valor da carga a ser negociada, mas isso não é suficiente, como lamenta Ana Flávia Pigozzo, consultora em comércio exterior, em entrevista à rádio CBN.

Principalmente porque o Aeroporto de Londrina é considerado zona secundária, que depende do transporte rodoviário ou aéreo de produtos vindos de zonas primárias, que são os portos ou aeroportos internacionais. Os preços de logística de produtos importados ou exportados pesam ainda mais no bolso do empresário.


"Então vamos imaginar o seguinte, eu tive o caso de um cliente que importou uma máquina, só que a máquina custava quase R$ 1 milhão -uma máquina gráfica - então imagina 1% disso. E pior, não é 1% e pronto, é 1% por período. Então a cada cinco dias ele ia pagar 1%. Pelas contas que fizemos na época, ia dar mais ou menos R$ 50 mil só de armazenagem. Em Maringá fizemos a mesma simulação e pelo período necessário ia custar R$ 20 mil. Por isso o cliente preferiu desembarcar em Maringá".


Na opinião de Ana Flávia, o ideal seria que Londrina tivesse um aeroporto internacional para facilitar as operações com o comércio exterior.


"O fato de ter voos internacionais, nós poderemos ampliar muito mais a nossa capacidade de exportação e importação por via direta. Então uma das brigas que Londrina deveria ter é tentar trazer voos internacionais. Utilizar Londrina como ponto de desembaraço para o interior do Paraná e de São Paulo. Após 15 anos de luta por esse 'porto seco' é preciso transformá-lo em viável".


Segunda a Receita Federal, desde que foi inaugurado, em dezembro do ano passado, o Terminal de Cargas do Aeroporto realizou somente uma operação de exportação. Hoje, o local está ocioso.

Já a Infraero fez redução das taxas do Terminal de Cargas de Londrina tentando estimular as negociações com o exterior, mas ainda não divulgou o trabalho das medidas. Isso deve acontecer na semana que vem. (com informações da rádio CBN)


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