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Em julho

Taxas de juros sobem e inadimplência fica estável

Agência Brasil
24 ago 2010 às 15:25

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As empresas e famílias pagaram mais caro pelo crédito em julho deste ano, enquanto a inadimplência ficou estável. Segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (24), a taxa de juros média cobrada das empresas subiu 1,4 ponto percentual, de junho para o mês passado, e alcançou a marca de 28,7% ao ano. No caso das pessoas físicas, a alta foi de 0,1 ponto percentual para 40,5% ao ano. Com isso, a taxa média teve aumento de 0,8 ponto percentual para 35,4% ao ano.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, grandes empresas pagaram empréstimos com recursos livres (com taxas de juros livremente pactuadas entre o banco e o cliente) e passaram a buscar financiamentos com recursos direcionados (operações com taxas pré-estabelecidas em normas governamentais), principalmente repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Com isso, avaliou Lopes, as empresas que permaneceram na carteira de crédito com recursos livres "têm um potencial de risco mais elevado, portanto um spread [diferença entre a taxa de captação e a cobrada dos clientes] mais elevado". Assim, as taxas ficam mais elevadas, segundo análise de Lopes.


Lopes acrescentou que a taxa média divulgada pelo BC refere-se às operações com recursos livres e ainda não há dados no relatório sobre os juros mais baixos cobrados pelo BNDES.


Em julho, o spread para as empresas apresentou alta de 1,2 ponto percentual em relação a junho para 18,1% ao ano. No caso das pessoas físicas, o aumento foi de 0,3 ponto percentual para 28,9% ao ano.


A taxa de inadimplência, considerados os atrasos superiores a 90 dias, permaneceu em 3,6% para as empresas e em 6,5% para as pessoas físicas.

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Lopes avaliou que no caso da inadimplência para as famílias, a perspectiva é "boa". Isso porque os atrasos inferiores a 90 dias estão em queda. Essa redução deve se refletir nos dados considerados pelo BC como inadimplência (superiores a 90 dias). "Entretanto, para as empresas esses atrasos inferiores a 90 dias já estão estáveis há algum tempo. Pode haver alguma elevação na inadimplência para as empresas".


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