Abalada pela estagnação da demanda e pela valorização do iene ante o dólar, a Toyota anunciou nesta sexta-feira (8) seu primeiro prejuízo em 59 anos. A montadora japonesa registrou no último ano fiscal, encerrado em março de 2009, um prejuízo líquido de 436,94 bilhões de ienes (US$ 4,4 bilhões), ante lucro de 1,72 trilhão de ienes no período anterior. Ao apresentar o balanço do último ano fiscal, a Toyota disse também que prevê mais resultados negativos no atual ano fiscal, previsto para encerrar em 2010.
Apenas no quarto trimestre fiscal, entre janeiro e março de 2009, a montadora contabilizou um prejuízo líquido de 765,8 bilhões de ienes (US$ 7,696 bilhões), saindo de um lucro de 316,8 bilhões de ienes um ano antes, o que representa o maior prejuízo trimestral da empresa e um dos maiores já registrados por uma indústria japonesa. A montadora apresenta os resultados no padrão contábil dos Estados Unidos (US Gaap).
As perdas do último trimestre fiscal foram maiores que a média das estimativas de analistas, de prejuízo de 746,2 bilhões de ienes. Para o ano fiscal corrente, a se encerrar em março de 2010, a maior montadora do mundo em volume de vendas prevê um prejuízo líquido de 550 bilhões de ienes.
Os resultados decepcionantes do que já foi a montadora mais rentável do mundo realçam a extensão da crise no setor automotivo e são um mau presságio para os balanços que as concorrentes domésticas vão divulgar na próxima semana. Os analistas esperam que, na terça-feira que vem (dia 12), a Nissan também anuncie prejuízos.
Também hoje, a Fuji Heavy Industries, que fabrica os carros da marca Subaru e na qual a Toyota tem participação de 16%, anunciou prejuízo de 69,93 bilhões de ienes no ano fiscal encerrado em março de 2009, seu primeiro prejuízo em 15 anos.
Vendas
No trimestre encerrado em março de 2009, as vendas da Toyota diminuíram 46%, para 3,536 trilhões de ienes, de 6,567 trilhões de ienes um ano antes.
A fabricante do híbrido Prius, do Corolla e do Lexus vendeu 7,57 milhões de veículos em todo o mundo no último ano fiscal, e prevê uma queda para 6,5 milhões neste ano fiscal. As informações são da Dow Jones.
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