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Trabalhador gasta em média 12% do salário com transporte

Redação Bonde
25 ago 2006 às 20:58

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O brasileiro que anda de ônibus, metrô, lotação ou outros tipos de transportes coletivos em cidades de mais de 100 mil habitantes gasta, em média, R$ 100 por mês para se locomover em sua cidade, segundo levantamento feito pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Isso equivale a cerca de 12% da renda média das pessoas entrevistadas pela associação.

Em termos proporcionais, é justamente no bolso das pessoas de menor renda - as que mais se utilizam desse serviço - que a conta pesa mais. Para os indivíduos que ganham até um salário mínimo, os gastos com transporte coletivo equivalem, em média, a 53%, do rendimento mensal.

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A pesquisa mostra que, conforme aumenta a renda, menor é o peso dos gastos com transporte coletivo no orçamento. Para quem ganha mais de 20 salários mínimos, por exemplo, esses gastos equivalem, em média, a 0,4% do ordenado. A pesquisa da foi feita entre os dias 10 de maio e 10 de julho e entrevistou 7,5 mil pessoas em 27 cidades com mais de 100 mil habitantes de todo o País.


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2002, as famílias com rendimento de até R$ 400 mensais empregavam 15,19% do seu orçamento para se locomover.


Dentre as pessoas que usam ônibus urbano, por exemplo, que é o transporte coletivo mais utilizado, 65% dos entrevistados responderam à NTU que as tarifas são muito caras. A pesquisa mostra que o preço da tarifa, aliado ao tempo de espera, acaba sendo um dos principais motivos que levam as pessoas de menor renda (das chamadas classes D e E) a substituir o ônibus por outros tipos de transporte.


O curioso, de acordo com a NTU, é que muitas pessoas de baixa renda que deixaram de andar de ônibus passaram a se locomover a pé ou de bicicleta. O ônibus, por sua vez, também vem perdendo espaço entre as pessoas de maior renda, mas, nesse caso, está sendo substituído pelo carro particular.

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Ao todo, seja por conta das pessoas de menor renda que se queixam das tarifas, seja pelas de maior poder aquisitivo que compraram carro, a NTU constatou que, nos últimos 15 meses, cerca de 14% das pessoas entrevistadas deixaram de andar de ônibus ou diminuíram a freqüência do uso desse transporte. (AE)


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