Notícias

Trinta mil bancários cruzam os braços no Paraná

27 set 2011 às 11:02

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região começou a greve da categoria com a paralisação de todos os 13 centros administrativos bancários existentes na base. O Sindicato só terá um levantamento do número de agências paralisadas depois do meio-dia, mas um levantamento preliminar mostra que, além dos centros administrativos, a adesão maior acontece no centro da cidade.

No Paraná, cerca de 30 mil bancários devem participar da greve.


Ontem, cerca de 660 bancários compareceram à assembleia, que ratificou a decisão dos bancários de Curitiba e Região de aderir à greve nacional. Ao todo, são 17.9 mil bancários na base. Curitiba tem 361 agências e a Região Metropolitana 167.


O Sindicato decidiu priorizar, neste primeiro dia, a paralisação dos centros administrativos dos bancos, que são responsáveis por todo o trabalho interno das instituições. Segundo o Sindicato, estão fechados os quatro centros do HSBC (Xaxim, Kennedy, Palácio Avenida e Vila Hauer), dois da Caixa Econômica Federal (Carlos Gomes e sede cultural), quatro do Banco do Brasil, um do Bradesco, um do Itaú e um do Santander.


Entre as agências, o Sindicato começou a greve com o fechamento das unidades situadas no centro de Curitiba. A expectativa é que nos próximos dias a greve vá se estendendo em direção aos bairros e cidades da Região Metropolitana. Para aumentar a adesão, o Sindicato montou grupos de convencimento, que estão passando pelos locais de trabalho e conversando com os bancários para convencê-los a aderir ao movimento.


Os bancários reivindicam reajuste pela 12,8%, o que inclui o zeramento da inflação do último ano e aumento real de 5%, piso unificado de R$ 2.297,51, vale alimentação e vale refeição de R$ 545 cada um; e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 4,5 mil mais três salários, entre outros itens. A última contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi de 8% de reajuste.

No ano passado, os bancários pararam durante 15 dias, em uma das maiores greves da categoria. Segundo o Sindicato, a adesão foi de 80%.


Continue lendo