A Urbs, empresa que administra o transporte público em Curitiba e parte da região metropolitana, informou que ajuizou na tarde desta quarta-feira (10), na Justiça do Trabalho, uma ação cautelar para garantir a circulação de no mínimo 80% da frota de ônibus no horário de pico e de 60% fora do pico durante a greve geral.
Segundo o órgão, a medida é preventiva, para o caso de se confirmar a paralisação do transporte anunciada pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). A Urbs disse ainda que não recebeu, até o fim da tarde de ontem, nenhum comunicado oficial de paralisação. Já o Sindicato afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que fez a notificação ao Ministério Público do Trabalho (MPT) com as 72 horas de antecedência exigidas por lei.
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Na prática, a Urbs quer se sejam mantidos, das 17h às 19 horas, pelo menos 1.544 dos 1.930 ônibus da frota operante. Fora do pico, a solicitação é de que 1.158 coletivos estejam em circulação.
A Rede Integrada de Transporte atende Curitiba e 13 municípios da RMC, com uma média diária de 2,2 milhões de passageiros. A frota operante tem 1.930 ônibus, que percorrem, por dia, cerca de 480 mil quilômetros, em 21 mil viagens diárias.
Greve geral - Hoje, durante o "Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações – em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores", dirigentes sindicais de diversas categorias filiadas às centrais e aos movimentos sociais organizaram uma série de protestos em todo o País, de forma unificada.
Os motoristas e cobradores da capital e da RMC irão votar pela adesão ou não à paralisação em uma assembleia extraordinária, convocada para as 15h, na Praça Rui Barbosa, centro da cidade. Segundo o Sindimoc, se aprovada, a greve no transporte coletivo deve iniciar às 16h, horário do ato marcado na mesma praça, com as centrais sindicais, e durar até o encerramento da mobilização nacional, por volta de 19h.
Reivindicações - Os trabalhadores reivindicam dos poderes legislativo e executivo oito itens nacionais e quatro estaduais. Em todo o País estão na pauta: a não aprovação do Projeto de Lei 4330, que regulariza as terceirizações; reajuste digno para os aposentados; fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem prejuízo nos salários; fim dos leilões de petróleo; mais investimentos em saúde e educação, com a destinação de 10% do PIB para cada área; transporte público de qualidade, com preço justo; e a realização da reforma agrária.
Já no Paraná, de acordo com a Força Sindical, os manifestantes exigem a queda nas tarifas de pedágio, a mudança no sistema de eleição para o Tribunal de Contas (TCE-PR), hoje política, um sistema permanente de reajuste do mínimo regional e a regulamentação da profissão de motorista.