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Usina de Porecatu vai contratar mais de 3 mil

31 dez 1969 às 21:33

Depois de várias greves de trabalhadores realizadas durante o ano passado, a Usina Central do Paraná, localizada em Porecatu (85 km ao norte de Londrina), anunciou que contratará 3.037 novos funcionários para atuação nesta safra. O processo de recrutamento e seleção já começou e a previsão é de que os trabalhadores iniciem as atividades no próximo mês. São vagas para cortadores de cana-de-açúcar (2,5 mil), para serviços gerais (400) e para o departamento de fabricação de açúcar e álcool (137), com salários que podem variar de R$ 500 a R$ 2 mil.

A contratação neste período ocorre anualmente, com exceção de 2008, quando a usina optou pela não realização da safra devido a ‘problemas internos’. Neste ano a indústria estima colher cerca de 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que poderá gerar uma produção de 4 milhões de sacos de açúcar e até 50 milhões de litros de álcool. No entanto, para a próxima safra a meta é ampliar a colheita para 2,5 milhões de toneladas. Segundo o gerente administrativo da usina, José Aparecido da Silva Batinga, os salários dos trabalhadores – que motivaram greves em 2008 – estão sendo pagos ‘rigorosamente’ em dia.


No ano passado a indústria também recebeu mais de 200 autos de infração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), depois de realizadas fiscalizações do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo (entidade ligada ao MTE). Sobre este assunto, Batinga afirmou que tudo está sendo discutido na área administrativa e jurídica e que muitas das denúncias feitas na época ‘não procedem’. Também já foram iniciadas negociações com o sindicato dos trabalhadores para definição da nova Convenção Coletiva de Trabalho. A data-base da categoria é dia 1º de maio, mas o rol de reivindicações foi encaminhado ontem.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Alimentícias de Porecatu e Região, Celso Fernandes de Mattos, os principais pedidos são: reajuste do piso salarial de R$ 520 para R$ 670 e aumento de 12% para funcionários que recebem acima deste valor; bônus mensal de R$ 180 para funcionários dos departamentos industrial e de moto mecanização; auxílio-refeição de R$ 120 para todos os funcionários; implantação do seguro-saúde com convênios médicos e odontológicos; e recolhimento do FGTS em até 180 dias.


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