Um levantamento feito com informações disponíveis no sistema Economática revela que, de 2002 para cá, o valor de mercado da Copel cresceu mais que o da Cemig, empresa de energia de Minas Gerais. A valorização da Copel no mercado financeiro atingiu 401,68% no período, enquanto a variação da concessionária mineira chegou a 383,74%.
Conforme os números da Economática, o valor de mercado da Copel em 2002 era de R$ 2 bilhões 446 milhões, enquanto o da Cemig atingia R$ 4 bilhões 078 milhões. De acordo com o valor das ações de cada empresa no encerramento do pregão desta segunda-feira (26), o valor de mercado atual da Copel chega a R$ 9 bilhões 825 milhões e o da Cemig, R$ 15 bilhões 649 milhões.
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A proporcionalidade dos valores para fins de comparação permite constatar que ao final de 2002, o valor de mercado da Cemig era 67% superior ao da Copel e, agora, essa relação é de 59%. "Isso desmistifica uma inverdade que andam apregoando", afirma o presidente da companhia, Ronald Ravedutti. "O comparativo revela e deixa claro que a Copel, a partir de 2003, valorizou-se mais que a Cemig mesmo praticando tarifas bem menores, concedendo descontos aos consumidores pontuais no pagamento da conta de energia e desenvolvendo programas sociais de grande relevância para a inclusão social da população paranaense".
O cálculo da Economática para estabelecer o valor de mercado das empresas leva em conta a cotação dos diferentes tipos de ação negociados em bolsa numa determinada data, multiplicada pela quantidade de ações de cada tipo que compõem o seu capital social.
Referências - A Copel e a Cemig foram criadas na mesma época, em meados da década de 50, com finalidade e inspiração idênticas: implantar por intermédio da administração estadual um sistema elétrico capaz de solucionar o crônico problema da falta de energia elétrica – um obstáculo ao desenvolvimento social e crescimento econômico comum a todas as unidades da Federação que as empresas elétricas da época, majoritariamente de capital privado, não conseguiam remover.
"Pelo arrojo, qualificação e criatividade dos profissionais que construíram a história de cada uma delas, Copel e Cemig sempre foram consideradas empresas modelares e de referência dentro do setor elétrico brasileiro em todos os quesitos", argumenta Ronald Ravedutti. "Mas por atuar num estado que é territorialmente quase três vezes maior que o Paraná e atender ao dobro de ligações elétricas da Copel, a Cemig evidentemente sempre teve números maiores que os nossos, só que eles não podem servir de base para avaliações qualitativas entre as empresas".
A respeito, o presidente lembra que a Copel está empenhada em crescer dentro do setor elétrico brasileiro, consolidando e ampliando sua participação relativa nas atividades de geração, transmissão e distribuição. "Esta foi a orientação que recebemos do governador Orlando Pessuti", observa Ravedutti. "Atuar com um pouco mais de ousadia e arrojo para conquistar a concessão de novos empreendimentos e expandir os negócios da companhia".
O primeiro reflexo dessa nova postura foi o ingresso da Copel no maior pólo consumidor de energia elétrica do país, a Região Sudeste, ao conquistar no dia 10 de junho, em leilão realizado pela Aneel, a concessão de duas obras de grande porte no interior de São Paulo: a construção e operação de uma linha de transmissão em 500 mil volts, com 356 km de extensão, ligando Araraquara a Taubaté e de uma nova subestação na cidade de Cerquilho, distante 150 km da capital paulista.
"Estamos buscando oportunidades de crescimento onde quer que elas apareçam", reforça o presidente Ravedutti. "Contudo, não nos descuidamos do Paraná, onde a empresa está realizando o maior programa de investimentos de sua história, no importe de R$ 1 bilhão 343 milhões, nem dos paranaenses, que atribuíram à Copel o primeiro lugar no Brasil em qualidade do atendimento, conforme pesquisa de abrangência nacional realizada todos os anos pela Abradee – Associação das Distribuidoras de Energia Elétrica".