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6,1% das ações

Venda de fatia no Bradesco foi decisão dolorosa, diz BES

Agência Estado
02 mai 2011 às 15:49

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O presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Espírito Santo Salgado, afirmou hoje que apesar de ter vendido 6,1% das ações do Bradesco, seu banco continua sendo acionista do brasileiro. "Guardamos 1% do capital do Bradesco. É um banco que está crescendo muito, num país que está crescendo muito. Continuaremos no mercado brasileiro", afirmou, ressaltando que esteve com membros do governo e explicou "que a venda não significa a saída do Brasil; e vamos continuar a investir no país".

Segundo o presidente do terceiro maior banco português, "o banco de investimento está muito ativo", e a única razão para a venda da participação que seu banco tinha no Bradesco foi aumentar o índice de solvabilidade. "A decisão da venda do Bradesco foi nesse sentido. Quando dizemos que estamos todos os dias trabalhando para melhorar a solvabilidade é através da desalavancagem (deleverage). A venda do (porcentual que detinha no) Bradesco foi uma decisão dolorosa. O Brasil era considerado a nossa joia da coroa", afirmou na apresentação dos resultados do primeiro trimestre à imprensa, em Lisboa.

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A alternativa teria sido vender ações da Portugal Telecom e da EDP. "Consideramos que era mais benéfico para o país sacrificarmos nossa posição no Bradesco do que em duas empresas nacionais, a Portugal Telecom e a EDP".


Sobre o motivo de ter vendido para a Cidade de Deus Participações, Ricardo Espírito Santo Salgado disse que foi o resultado de uma concorrência. "Abrimos um concurso limitado e a proposta da Cidade de Deus foi a melhor e a que mais atendia aos interesses do Bradesco".


A redução do número de ações do Bradesco em posse do banco português não deverá afetar as relações de colaboração entre os dois bancos: "O Bradesco tem sido um queridíssimo parceiro ao longo da caminhada. Só tivemos manifestações de apreço por parte do Bradesco. Esse relacionamento vai continuar", disse.

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O banqueiro não descartou aumentar a participação no banco brasileiro, mas afirmou que é muito difícil. "Acredito que mais tarde, em determinadas condições, se o Bradesco estiver de acordo, poderemos voltar a comprar. Mas com as regras que penalizam o setor isso é muito difícil", disse.


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