O caminho da General Motors (GM) até a recuperação está repleto de incertezas e de possíveis obstáculos que podem obrigar a companhia a uma reestruturação mais dolorosa nos próximos anos, disse o diretor operacional da montadora, Fritz Henderson. Falando no Congresso Mundial de Notícias Automotivas, em Detroit, o executivo também revelou que as vendas de janeiro não estão melhores do que as do mês passado, quando caíram 31%.
O mercado imobiliário dos EUA, que iniciou a espiral de queda do setor automotivo, deve continuar a piorar antes de melhorar, disse Henderson. Enquanto isso, os preços do petróleo podem continuar baixos. O executivo previu que os preços do petróleo vão continuar deprimidos no curto prazo, mas retornarão aos US$ 130 a US$ 160 por barril nos próximos cinco anos.
"A situação sempre pode piorar", declarou Henderson. "Precisamos aceitar a responsabilidade por medidas radicais para enfrentar acontecimentos que estão fora do nosso controle", disse. Apesar do tom pessimista, Henderson reiterou sua confiança no plano de recuperação da GM, apresentado ao governo dos EUA como condição para o recebimento de US$ 13,4 bilhões em empréstimos federais. Ele disse que a decisão de pedir dinheiro para evitar uma falência foi um "dia triste" para a montadora. "O dia mais feliz da minha carreira será o dia em que pagaremos o empréstimo."
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A GM aguarda a liberação de uma segunda parcela dos empréstimos aprovados em dezembro. A montadora esperava uma injeção de US$ 5,4 bilhões em 16 de janeiro. De acordo com Henderson, o grupo está trabalhando com o Tesouro americano e espera receber o dinheiro em breve. Ele não quis comentar a aliança global anunciada ontem entre a Chrysler e a Fiat. As informações são da Dow Jones.