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Vendas de carros novos devem crescer 7% no Paraná

Gisele Mendonça - Folha de Londrina
19 out 2010 às 11:54

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Mesmo sem incentivo fiscal, as vendas de carros novos continuam aquecidas. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Regional Paraná (Fenabrave-PR), de janeiro a setembro o segmento de automóveis zero quilômetro apresentou crescimento de 2,78%, passando de 135.217 unidades vendidas em 2009 para 138.977 em 2010. A previsão da entidade é fechar o ano com comercialização em torno de 7% superior a 2009.

Com o fim da redução do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI), em 30 de março último, os atrativos para o consumidor, segundo a Fenabrave, são as promoções temporárias feitas pelas concessionárias e a redução nos preços. O diretor-geral da Fenabrave-PR, Luís Antonio Sebben, afirma que a partir do mês passado, os carros até R$ 50 mil passaram a apresentar queda em torno de 3% no preço final.

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Levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a inflação no varejo de automóveis novos acumula alta de 4,94% em 12 meses, a mais intensa para um mês de setembro desde 2005, quando subiu 10,57%. Sebben justifica, porém, que o aumento vale para os carros importados e os nacionais acima de R$ 50 mil.


''Hoje (depois do fim da redução do IPI) o consumidor compara os preços (com aquela fase) e vê que vale a pena continuar comprando. As concessionárias e montadoras têm feito um esforço muito grande para manter o volume de vendas'', avalia Sebben.


Avaliando o mês de setembro, porém, as vendas caíram no Estado. O mês vendeu 6,92% menos automóveis do que em agosto, passando de 17.105 para 15.921 unidades negociadas. Conforme o diretor da Fenabrave, os feriados - Dia da Independência do Brasil (7) e Dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (8), padroeira de Curitiba - afetaram a comercialização.


''Tivemos menos dias úteis e, consequentemente, menor volume de clientes nas concessionárias'', diz Sebben, argumentando que o feriado de Curitiba tem grande peso, já que a capital concentra quase 40% das vendas de automóveis do Estado. Ele diz que a queda já era prevista, levando em conta também o período das eleições em que o comportamento do consumidor tende a ser, tradicionalmente, mais cauteloso.


Para este último trimestre do ano, no entanto, a expectativa da Fenabrave é de bom movimento nas concessionárias, com possibilidade de aumento de 8% nas vendas em relação ao mesmo período de 2009. Além dos melhores preços e condições e taxas dos financiamentos, Sebben argumenta que a avaliação dos carros semi-novos na hora da troca por um zero tem agradado os consumidores. ''Os semi-novos estão sendo melhor avaliados, pois o mercado está mais estável. Isto faz os consumidores se sentirem mais seguros'', observa.


Boas expectativas


- De janeiro a setembro, as vendas cresceram 2,78%, passando de 135.217 unidades vendidas em 2009 para 138.977 em 2010.


- Avaliando o mês de setembro, a comercialização caiu. O mês vendeu 6,92% menos automóveis do que em agosto, passando de 17.105 para 15.921 unidades negociadas.


- Expectativa é fechar o ano com comercialização em torno de 7% superior a 2009.


- Os motivos para o aquecimento nas vendas, segundo a Fenabrave, são os melhores preços e condições dos financiamentos, além da avaliação mais justa dos carros semi-novos na hora da troca por um zero.

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Fonte: Fenabrave


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