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Vendas de veículos continuarão altas em 2011

Agência Estado
06 dez 2010 às 15:17

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou suas projeções para o mercado de veículos em 2011. Para o mercado interno, a entidade prevê comercializar 3,630 milhões de unidades, o que significará aumento de 5,2% nas vendas no País. Deste total, a Anfavea prevê que 20% serão de veículos produzidos em outros países.

As vendas de máquinas agrícolas devem se manter em 69 mil unidades em 2011, o que significa estabilidade em relação a 2010.

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A Anfavea prevê exportações de 485 mil unidades de veículos montados em 2011, o que representará uma queda de 5% em relação a 2010. Considerando veículos montados e desmontados (CKD), a entidade prevê uma redução de 6,4% para 730 mil unidades.


Levando-se em conta somente as exportações de máquinas agrícolas, a Anfavea espera queda de 7,8% para 17,8 mil unidades. Em valores, considerando o total das exportações, a Anfavea prevê uma alta de 2,3% para US$ 13,1 bilhões.


Para a produção no País, a Anfavea prevê crescimento de 1,1%, para 3,680 milhões de unidades. Já a produção de máquinas agrícolas deve cair 3,9% para 86 mil unidades.


Medidas do BC


O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, disse que as medidas de enxugamento de liquidez anunciadas na sexta-feira pelo governo são transitórias e não devem afetar o resultado das vendas da indústria automotiva em 2011. Na avaliação dele, as ações têm como objetivo conter uma "bolha inflacionária" e o ajuste deve ser "transitório".


Segundo ele, o efeito das medidas deverá ser mais sentido no primeiro trimestre, quando as vendas da indústria já são tradicionalmente mais fracas. "Até por esse motivo, alguns dizem que o ano só começa no Brasil depois do carnaval", afirmou. "Nós entendemos que as medidas não terão nenhum grande impacto nas vendas porque são políticas transitórias, que visam ajustar a economia e evitar a inflação", afirmou. "Isso é bom para o País. Todos queremos a estabilidade econômica. A estabilidade é fundamental para que o País continue crescendo a um ritmo de 4% a 5%, sem inflação", acrescentou. Para Belini, o mais importante é que o credito no País continue e não é o aumento dos depósitos compulsórios que vai definir essa questão. "Os bancos terão, talvez, de fazer um esforço maior na captação."

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De acordo com Belini, os financiamentos de veículos que utilizam um prazo acima de 48 meses são minoritários, considerando o total de vendas financiadas no Brasil. "Esse pacote ainda permite os financiamentos de longo prazo, embora eles passem a custar mais caro. Naturalmente, deverá haver uma concorrência entre os próprios bancos e isso poderá ser ajustado", afirmou. "A grande maioria do crédito até hoje está abaixo de 48 meses, então é apenas uma pequena parte dos financiamentos de veículos que será afetada", declarou. De acordo com Belini, a indústria automotiva em 2011 continuará forte e no ritmo de crescimento saudável e robusto, embora ele admita dificuldades nas exportações.


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