A Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que o varejo paranaense teve queda de 3,42% nas vendas no acumulado de janeiro a maio deste ano se comparado ao índice do mesmo período do ano passado. Em Londrina, a redução foi ainda maior, de 3,68%. O levantamento mostra, ainda, que a venda de móveis, decorações e utilidades domésticas caiu 20,66% na cidade. O setor, que registrou o pior resultado nos cinco primeiros meses deste ano em Londrina, é seguido pelas concessionárias de veículos, que tiveram queda nas vendas de 12,77%, calçados (-7,58%); materiais da construção civil (-7,34%); e vestuário e tecidos (-4,46%).
A pesquisa apontou, também, que os setores de óticas, supermercados, livrarias e papelarias e autopeças se mantiveram estáveis. Já os postos de combustíveis (10,12%), as farmácias (7,56%) e as lojas de departamentos (2,99%) registraram altas significativas, apesar da crise econômica.
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A pesquisa também revela que os empresários têm diminuído a formação de estoques. No acumulado do ano no estado, as compras foram 3,52% inferiores se comparadas às do mesmo período do ano passado e, são ainda menores (-11,69%) ante maio de 2014.
Com a queda nas vendas, o nível de emprego já começou a cair. No período de janeiro a maio, o comércio paranaense teve cortes de -1,88% no quadro funcional e na comparação com maio do ano passado, houve diminuição de -3,67%.
De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, a crise política e econômica tem afetado a percepção tanto dos empresários quanto dos consumidores. "De um lado, temos o declínio na intenção de compras das famílias, que retêm o consumo por causa da inflação e pelo receio de eventuais demissões. Por outro lado, os empresários veem o movimento de suas lojas cair e por isso acabam freando investimentos e reduzindo estoques", analisa. Segundo o dirigente, o endividamento das famílias e a inadimplência completam o cenário pouco favorável para o comércio.
Os piores indicadores no período são observados pelas concessionárias de veículos (-24,29%), autopeças (-14,03%), calçados (-11,43%) e vestuário e tecidos (-6,21%). Por outro lado, vêm mantendo crescimento as livrarias e papelarias (11,56%), supermercados (8,04%), combustíveis (5,84%), farmácias (5,79%) e lojas departamentos (4,81%). Na variação interanual, os números de maio deste ano são piores do que no mesmo mês de 2014. Tiveram crescimento apenas as livrarias e papelarias (10,06%), supermercados (9,27%) e combustíveis (4,42%).