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Volkswagen avança no mercado brasileiro

31 dez 1969 às 21:33

Entre as três maiores montadoras que disputam a liderança em vendas no mercado brasileiro, a Volkswagen foi a única a registrar crescimento no primeiro trimestre. A marca vendeu 8,5% a mais ante igual período de 2008, enquanto as concorrentes Fiat e General Motors caíram 1,9% e 9,1%, respectivamente. Com base nesse desempenho, que deverá ser reforçado no segundo semestre com o lançamento de dois carros inéditos, a empresa espera voltar à liderança do mercado brasileiro no mais tardar em 2010.

No segmento de automóveis, a Volks já lidera as vendas há seis meses, resultado puxado especialmente pelas vendas do novo Gol e do Voyage. Na soma com os comerciais leves, ainda está em desvantagem, com mil unidades atrás da Fiat. A companhia espera distanciar-se da rival com o lançamento, no segundo semestre, da substituta da Saveiro, por enquanto chamada de Arena.


A Volks não ocupa o topo do ranking de vendas desde 2001. A marca alemã também vem se destacando no mercado mundial. Segundo a consultoria R.L. Polk Germany, o grupo ocupará ainda este ano a posição de segunda maior fabricante mundial de veículos, desbancando a GM, que perdeu a primeira colocação em 2008 para a Toyota. Em plena crise, que deve resultar num encolhimento de vendas de 110 mil unidades só no Brasil, a Volkswagen opera com 93% da capacidade instalada das quatro fábricas no País.


"O Brasil hoje é foco da matriz, junto com a China", diz o presidente da Volkswagen no País, Thomas Schmall. O mercado local responde por 16% das vendas da marca, atrás da China, com 30%, e da própria Alemanha, seu maior mercado. Na estratégia de recuperar a liderança mantida por 42 anos antes de ser desbancada pela Fiat, a Volks reservou 16 lançamentos para este ano, ante 12 em 2008.

Cinco já foram feitos, entre modelos importados e versões com novas tecnologias. Para a segunda metade do ano, a empresa reserva, além da nova Saveiro, mais um carro inédito, diz Schmall, sem dar detalhes. "Na crise é que se deve antecipar lançamentos", defende.


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