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Inovação e empreendedorismo

Nova do Brasil cria laboratório para desenvolver inovação em Londrina

Lucas V. de Araujo* - Colunista da Folha de Londrina
15 jul 2024 às 08:30

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Poucas cidades no Brasil conseguiram o que Londrina obteve nessa última semana: integrar

empresas privadas, entidades governamentais e organizações da sociedade civil em prol do

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desenvolvimento de inovação por meio de novas tecnologias voltadas ao setor agrícola.


Foi inaugurado no Centro de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD) da Prefeitura de Londrina,

o Centro de Inovação Biotecnológica (CIB) da Nova Brasil, empresa familiar argentina fundada

por imigrantes italianos que escolheu Londrina para começar a operação no Brasil em 2021.


Focada em investir continuamente em recursos humanos, pesquisa e portifólio, com uma

filosofia voltada ao crescimento e a inovação, a Nova do Brasil investiu R$ 2 milhões na criação

do CIB, que será um polo de formação profissional com capacitações e qualificações para

trabalhar com microrganismos de interesse biotecnológico. De acordo com Elian Porta, CEO da

Nova do Brasil, “Queremos nos próximos anos substituir ou aumentar a eficiência dos produtos

que são usados atualmente na agricultura para que eles sejam mais amigáveis ao meio-

ambiente”, assegurou.


Nessa linha de trabalho, o CEO anunciou dois novos produtos da Nova Brasil. O primeiro é

Bioten, primeiro e único adjuvante bacteriano produzido no mundo, que busca aumentar a

eficiência dos defensivos agrícolas. O segundo é o Motosega que tem o objetivo de nutrir

plantas não-leguminosas através de uma bactéria que fixa o nitrogênio do ambiente. “Queremos

que a agricultura use cada vez menos adubos inorgânicos e mais adubos biológicos”, salientou

Porta.


Mais que discurso, a inovação na Nova do Brasil está dirigida para a sustentabilidade e o CIB

será um instrumento valioso porque vai dar sustentação para o desenvolvimento de novos

produtos. Além de uma equipe interna de especialistas, a empresa vai estreitar os vínculos com

startups, entidades como a Cocriago, um dos maiores hubs de inovação do agronegócio do

Brasil, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e outras instituições.


É exatamente esse o modelo de desenvolvimento de inovação mais bem-sucedido no mundo,

chamado de Triplo Hélice. Parece simples, mas não é. Ele prevê que empresas, governo

(entidades) e instituições de pesquisa atuem de forma sinérgica. Para que o CIB se tornasse

realidade foi preciso que Prefeitura de Londrina, por meio do CTD e da Codel, Cocriagro,

Sebrae e Nova do Brasil se unissem. Inovação precisa de políticas públicas, não de espasmos

para crescer. Por isso Londrina se destaca no cenário nacional a ponto de chamar a atenção da

Nova do Brasil, que tem planos audaciosos para a cidade: construir uma fábrica de produtos

adjuvantes e biológicos para atender todo o mercado brasileiro em um período de dois anos. “O

CIB será o início de um trabalho com cepas brasileiras que trarão a oportunidade de

posteriormente produzirmos em escala industrial”, explicou o CEO da Nova do Brasil.


Desejo muito sucesso a Nova do Brasil e parabenizo a todos os envolvidos que possibilitaram a

concretização de uma grande realização para a cidade de Londrina, o Paraná e o Brasil ;)


*Lucas V. de Araujo: PhD em Comunicação e Inovação (USP).


Jornalista Câmara de Mandaguari, Professor UEL, parecerista internacional e mentor de startups.

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