Economia

Privatização de energia prejudicará consumidor

09 mar 2001 às 17:41

Para a coordenadora do projeto de serviços públicos do Instituto Brasileiro de Defesa dos Consumidores (Idec), Flávia Lefèvre Guimarães, o pequeno consumidor de energia poder ser o maior prejudicado pelo processo de privatização do sistema de energia no Brasil.

O problema fica maior em função da lei 8.613/93 que determina que a concessionária de distribuição de energia é quem define os valores das tarifas.


O plano de desestatização estabelece que os consumidores de até 3 megawatts serão cativos de uma única distribuidora. Ou seja, eles não poderão optar entre empresas que oferecem o serviço na região. Apenas os consumidores de mais de 3 megawatts são considerados livres, podendo escolher entre diferentes fornecedores.

No caso do Paraná, a única distribuidora de energia é a Copel, que deve ser privatizada até o fim do ano. Cerca de 80% de seus clientes são domicílios e consomem menos de 3 megawatts. Depois que a empresa for privatizada, esses consumidores serão obrigados a comprar energia dos novos donos da estatal. Apenas 20% dos clientes da Copel ficarão livres para escolher entre diferentes fornecedores após a privatização.


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