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Produção industrial paranaense cai 1,3%

Agência Estado
17 nov 2001 às 09:43

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A produção industrial de setembro caiu em oito das 12 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como no mês anterior, Santa Catarina, São Paulo e a Região Sul apresentaram variações positivas, comparadas a igual período em 2000. A novidade foi a entrada da Bahia no grupo de áreas com variação positiva e a passagem do Paraná para o grupo cuja produção industrial encolheu. Apesar da queda de 1,3%, a produção parananese ainda está acima da queda média da produção nacional de 1,9% em setembro, comparado a 2000.

Conforme os dados divulgados ontem pelo IBGE, houve crescimento na produção da Bahia (9,6%), Santa Catarina (5,8%), região Sul e São Paulo (ambos com 0,6%). Já as áreas onde ocorreram recuo da produção, também comparado a setembro do ano passado, foram as seguintes: Ceará (-14,3%), Minas Gerais (-5,9%), região Nordeste e Rio Grande do Sul (ambos com -3,9%), Rio de Janeiro (-3,6%), Espírito Santo (-3,5%), Pernambuco (-2,8%) e Paraná (-1,3%).

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Os dados divulgados anteriormente pelo IBGE mostraram que, além da queda média nacional de 1,9% sobre o ano passado, a produção do País acumula, ainda, avanço de 3,1% entre janeiro e setembro, mas queda de 0,3% no terceiro trimestre de 2001.


"Em agosto, das quatro áreas que avançaram na produção três eram da região Sul, que está fora do racionamento, além de São Paulo, o maior parque do País, que mantinha crescimento. O movimento de concentração do crescimento na Região Sul se dissipa em setembro um pouco e não há decréscimo em todos os Estados nordestinos e do Sudeste", diz Mariana Martins Rebouças, gerente do departamento de indústrias do IBGE. Ela destaca, contudo, que é difícil isolar o racionamento dos outros motivos da desaceleração industrial, que na prática começou em março, antes da economia compulsória de energia.


Dentre os motivos alinhados pela especialista, estão a crise argentina, a desaceleração mundial, o aumento das taxas internas de juros, a desvalorização do câmbio "e agora, por último, o atentado terrorista de 11 de setembro", com a consequente piora das expectativas para o futuro da economia.

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No Paraná, houve queda de 51% na produção do setor de material elétrico e de comunicação (fios, cabos, condutores de cobre), além da redução de 21,8% no setor de papelão.


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