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Reajuste do pedágio é maior que os concedidos a trabalhadores

Israel Reinstein - Folha do Paraná
14 nov 2001 às 19:28

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As tarifas de pedágio estão subindo acima dos reajustes concedidos às classes trabalhadores do Paraná. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômico (Dieese), de 1998 a 2001, as concessionárias tiveram variação média do preço na cancela de 43,74%. Quando, no mesmo período, o reajuste salarial entre julho de 1998 a outubro de 2001, não passou de 22%, baseado no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A diferença de percentual, que é quase o dobro, foi baseada no valor inicial, adotado em contrato e aplicado em junho de 1998. Mas, o economista do Dieese, Sandro Silva, afirmou que se fosse usada o valor da tarifa reduzida (que diminuiu em julho daquele ano, por determinação do governador pefelista, Jaime Lerner), a diferença entre o aumento da tarifa seria três vezes superior. "Na média, o pedágio teria subido 150%", disse.

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O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que a diferença de reajustes acontece porque as concessionárias firmaram acordo favorável a elas. Para fins de reajuste, o governou estadual adotou o maior índice de mercado. "O IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas - FGV) tem sido o indexador da maioria das concessões que foram privatizadas, como a das telecomunicações",disse.


Por causa dessa característica, o economista explicou que os trabalhadores estão sempre correndo atrás das tarifas públicas. "O IGP-M leva em conta também as variações que indústria tem por causa de oscilações cambiais", disse.


Este ano, o economista prevê que os índices vão registrar as crises econômicas, como a Argentina e energética. "Mas o Inpc será menor que o IGP-M", avisou. A estimativa é que o Inpc fique entre 8% a 9%, quando IGP-M alcance o valor de 10% a 12%. O economista considera que um reajuste da tarifas este ano de até 12% deve pesar no bolso dos trabalhadores.


"O trabalhador está perdendo o poder aquisitivo, porque os preços administrados estão abocalhando o salário dele ", disse, referindo-se a água, luz, telefonia e pedágio. Além disso, ele afirmou que desde a implantação do plano real, os trabalhadores vem perdendo poder de compra.


Até agora, o governo não anunciou oficialmente em quanto vai aumentar a tarifa. Mas extra-oficialmente, o índice deve variar entre 9% a 12%.

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Projeções de funcionários das concessionárias já apontam em um reajuste médio de 10%. Porém, um novo percentual ainda não está fechado, porque depende das divulgações de índices, como o IGP-M. Este indexador será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas no próximo dia 15, junto com outros que compõem a tarifa de pedágio. No entanto, o IGP-M alcançou 10,48%.


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