Associações de Criadores e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul estiveram reunidos ontem, em Porto Alegre, para debater a volta da vacinação no rebanho. Nenhuma posição oficial foi tomada, mas ficou decidido que se a imunização for adotada, o governo gaúcho deve exigir junto ao Ministério da Agricultura a manutenção do status de zona livre de febre aftosa com vacinação.
O temor dos produtores gaúchos é o isolamento sanitário e a perda de mercados. "Não se cogita a volta a vacinação se isso representar qualquer prejuízo comercial para o Rio Grande", declarou a assessoria da Secretaria. A posição do estado deve ser oficializada ao ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, na sexta-feira, dia em que o governo gaúcho requisitou-o para participar de uma reunião. O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hoffmann, também quer uma revisão da política de erradicação da febre aftosa do Brasil
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O governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, demonstrou preocupação com os rebanhos gaúchos e catarinenses, devido à proximidade com os focos de febre aftosa na Argentina. De acordo com o diretor de Fiscalização da Secretaria, Luiz Carlos Hatschbach, como esses Estados deixaram de vacinar os animais no segundo semestre de 2000, o rebanho está com imunidade muito baixa, o que facilita a contaminação.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Paraná (Sindicarnes), Péricles Salazar, é inevitável o retorno da vacinação, pelo menos no Rio Grande do Sul. "Fico surpreso que até hoje não ocorreram surgimento de focos nos dois estados, já que estão próximos das áreas contaminadas", declarou.
Já em Santa Catarina não deve ocorrer o retorno da imunização. "Isso nem se discute aqui", afirmou o diretor de Fiscalização da Secretaria da Agricultura catarinense, Adelino Renúncio.