O Brasil prepara-se para iniciar sua maior ofensiva para derrubar as barreiras comerciais às exportações de produtos agrícolas do País. Nos próximos meses, cinco ações poderão ser iniciadas pelo Itamaraty na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra países que adotam regras que prejudicam a competitividade de produtos como soja, açúcar, suco de laranja e algodão.
A existência das barreiras aos produtos brasileiros não é uma novidade. A mudança, porém, está na postura do governo, que decidiu passar de um discurso que se limita a lamentar as barreiras para ações que possam levar os países protecionistas a mudar suas políticas.
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Uma das principais ações será contestar os subsídios que os norte-americanos dão aos produtores de soja do país. As exportações de soja e de seus derivados lideram as vendas do Brasil para o exterior e, em 2001, geraram uma receita de mais de US$ 5 bilhões ao País. Segundo o Itamaraty, porém, as práticas comerciais dos Estados Unidos estão deslocando o Brasil de terceiros mercados e contribuindo para a manutenção de preços baixos da commodity no mercado internacional.
Diplomatas americanos afirmaram que o Brasil deveria esperar até que a nova lei agrícola seja aprovada por Washington para depois decidir se levam o caso para a OMC. Mas o Brasil tem uma visão diferente. O temor do País é de que, se esperar a aprovação da lei agrícola nos Estados Unidos, será mais difícil conseguir que a administração Bush retire os subsídios já aprovados pelo Congresso.
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