As equipes de fiscalização das 120 unidades veterinárias da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento começaram a multar nesta segunda-feira (21) os criadores que não vacinaram seus rebanhos contra a febre aftosa. A campanha terminou neste domingo (20) e não será prorrogada. "Foram vinte dias de prazo, tempo suficiente para a aplicação e comprovação da vacina nas nossas unidades", disse o coordenador da área de Defesa Animal da Secretaria da Agricultura, Felisberto Queiroz Baptista.
Entre veterinários e auxiliares de campo, as UV contam com mais de duzentos técnicos para realizar o trabalho. O cadastro desse ano, renovado no momento em que os criadores comprovam a vacinação nas unidades, foi comparado com o do ano passado. As propriedades cujos nomes não aparecem no espaço destinado à renovação serão visitadas. Com isso, os animais que ainda não foram vacinados serão imunizados por vacinadores oficiais e seus proprietários, autuados. O valor da multa é de R$ 45,00 por animal não vacinado.
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Baptista acredita, no entanto, que os técnicos não terão muito trabalho. "Pelas avaliações preliminares do nosso pessoal, a cobertura deve ser no mínimo igual à alcançada em novembro passado (98,5%)", argumentou. Um indício desse otimismo é a organização e o trabalho de divulgação da campanha. "Só na área do Núcleo Regional de Francisco Beltrão, que abrange os municípios que fazem divisa com a Argentina, havia seiscentos vacinadores oficiais", arrematou.
A meta da Secretaria da Agricultura era vacinar cerca de 9,7 milhões de bovinos e 90 mil bubalinos. Entre os animais de casco partido, que podem contrair e transmitir a febre aftosa, eles são os únicos que podem receber a vacina. Os demais - ovinos, caprinos e suínos - ficam protegidos indiretamente.