Oito tripulantes de um avião cargueiro, que chegaram ontem de Luxemburgo (Alemanha) no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, inauguraram o tapete especial para combater o vírus da febre aftosa. A medida foi adotada pelo Ministério da Agricultura para evitar que turistas europeus e argentinos tragam o vírus da doença para o Brasil. Além de Curitiba, os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, adotaram a medida.
O tapete especial - chamado de antiaftosa - é utilizado pra desinfetar calçados de passageiros que podem ter entrado em contato com o vírus da doença. O tapete é embebido em uma solução de ácido cítrico. O objetivo é prevenir que passageiros e tripulantes tragam o vírus da febre aftosa para o Brasil. Produto semelhante tinha sido instalado no Afonso Pena na última sexta-feira, mas não foi aprovado por causar manchas nas roupas e ter um cheiro desagradável.
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O produto instalado ontem mede cerca de 1 metro quadrado e é colocado na base da escada dos aviões utilizada por passageiros que embarcaram em países da Europa e Mercosul. A freqüencia desses passageiros em Curitiba, segundo informou a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é pequena, mas o tapete vai continuar no aeroporto até que o Ministério da Agriculta descarte a possibilidade de riscos de entrada do vírus no País.
Os principais focos da febre aftosa são países da Europa, Argentina e Reino Unido. O primeiro caso na Inglaterra foi registrado no último dia 19 de fevereiro, no sul daquele país.