Enquanto os catarinenses sofrem com o excesso de chuvas, os agricultores do oeste e sudoeste paranaense vivem um momento crítico em razão da falta de chuvas. Em Cascavel, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura (Seab), não chove desde 12 de novembro. Até esta data choveu apenas 60 milímetros no mês de novembro.
"Se não chover uma quantidade razoável nos próximos dez dias, teremos perdas grandes, principalmente no cultivo de milho", afirmou o técnico-administrativo do Deral, J. Pertille.
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Nos 28 municípios que compreendem o Núcleo da Seab de Cascavel são 73.480 hectares de milho, com expectativa de colheita de 617.232 toneladas."O milho está na fase de floração e sem umidade no solo, a possibilidade de comprometimento das lavouras é grande", explicou Pertille.
No Sudoeste, em Pato Branco, também não chove há 19 dias. Em novembro, choveu 140 milímetros, sendo 90 milímetros apenas no dia 2. A média histórica do mês é de 190 milímetros. O técnico-administrativo do Deral de Pato Branco, Ivano Luiz Carniel, disse que alguns produtores já tiveram perdas. "Se tivesse chovido em quantidade razoável, a colheita seria maior".
A área cultivada de milho nos 15 municípios da região de Pato Branco é de 72 mil hectares. "Entre 50 e 60% das lavouras estão na fase de floração, quando o milho mais precisa de umidade", disse Carniel. A falta de chuva também fez com que alguns agricultores da região deixassem de plantar feijão. Vinte por cento da área de 12 mil hectares não foi utilizada.
Em Toledo, a preocupação maior é com a soja. São 443.130 hectares de cultivo do grão nos 22 municípios do núcleo de Toledo. A previsão é colher 1,4 milhão de toneladas. "Ainda estamos trabalhando com essa previsão porque esperamos chuvas para os próximos dias", disse João Luís Raimundo Fonseca, chefe do núcleo da Seab de Toledo.
Além da falta de umidade no solo, as altas temperaturas no decorrer do dia, também prejudicam a soja. "O calor intenso compromete o ciclo da planta. É uma situação crítica", comentou Fonseca.
Grandes perdas nas lavouras de milho e soja causariam problemas diretos para a suinocultura, atividade comum no oeste do Estado, já que são insumos para ração animal.