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Paraná terá R$ 2 bi para custeio da safra 2001/02

Redação - Folha do Paraná
23 jul 2001 às 18:52

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Os produtores paranaenses receberão R$ 2 bilhões em financiamento para custeio e investimento da safra agrícola 2001/2002. O volume de dinheiro será 25% maior em relação ao que foi aplicado na atual safra. O anúncio da quantidade extra de recursos foi feita pelo presidente do Banco do Brasil, Eduardo Guimarães. Ele esteve em Curitiba para visitar agências e acabou tendo um encontro com o governador Jaime Lerner e com lideranças rurais.

O crédito agrícola para este ano já se encontra à disposição dos pequenos, médios e grandes produtores, nas agências em todo o Estado. Por enquanto, foram disponibilizados para custeio prévio R$ 500 milhões em todo o País, sendo R$ 160 milhões para o Paraná.

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O dinheiro para a safra agrícola paranaense representa 20% do total que vai para o País. O Banco do Brasil colocará à disposição da agricultura nacional R$ 10,5 bilhões. O aumento da carteira de crédito se deu tanto para o Paraná quanto para os demais estados. No ano passado foram liberados R$ 8,6 bilhões.


O presidente do Banco do Brasil garantiu que o dinheiro extra está mais acessível neste ano. "Trabalhamos sobre uma demanda maior e observamos que houve um crescimento dos pedidos em algumas regiões", disse Guimarães. Do total, 90% dos recursos têm uma taxa fixa de juros.


Os grandes e médios agricultores podem tomar o empréstimo a um juro anual de 8,75%. Os pequenos produtores que são atendidos pelo Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) recebem financiamento com juros de 3%, se não houver atraso no pagamento, e de 4% em caso de o prazo não ser respeitado.


O diretor de Crédito Rural do Banco do Brasi, Ricardo Conceição, que acompanhou o ministro em sua visita ao Estado, informou que 25% dos contratos vão para os pequenos. Se forem consideradas as cooperativas, o índice sobe para 50%.


As condições do financiamento agrícola foram praticamente mantidas em relação à safra passada. Os juros são os mesmos apesar dos últimos anúncios de elevação da taxa de juros feita pela equipe econômica do governo federal. "Não cogitamos mudar", disse o presidente do Banco do Brasil. O início do pagamento do empréstimo se dá 30 dias após a colheita, em cinco parcelas.

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O volume de dinheiro anunciado pelo presidente do Banco do Brasil agradou o governo do Estado. "Os recursos refletem o apoio do Banco do Brasil à agricultura do Paraná", declarou o governador Jaime Lerner. A diretoria do Banco do Brasil disse estar satisfeita com o crédito cedido aos paranaenses, pois a inadimplência é muito pequena. Ela está em 0,012% no Paraná, enquanto em alguns estados chega a variar de 1,5% a 2%.


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