Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Agricultura de precisão

Tecnologia invade o campo e gera maior produtividade

Erika Zanon - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

Conhecer o solo, saber do que ele precisa e corrigir as devidas deficiências de nutrientes com bastante agilidade são basicamente as bases da agricultura de precisão. A técnica não é nova. Está em uso no Brasil desde 1988, mas nos últimos anos ganhou alguns incrementos tecnológicos e tem sido mais aplicada nas lavouras – principalmente do norte do Paraná. O objetivo também é simples: maior produtividade, menores custos e impactos ambientais.

Quadriciclos e caminhões equipados com GPS (Global Positioning System, na sigla em inglês), computador de bordo, pneus de alta flutuação que evitam a compactação do solo, hardwares e softwares de última geração são alguns exemplos das ferramentas utilizadas no processo de mapeamento do solo. Segundo o agrônomo e gerente de alta tecnologia e nutrição da Belagrícola, Rodrigo Marques Tramontina, o processo mais moderno da agricultura de precisão tem sido o georreferenciado, com análises de taxas variáveis da área.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


O agrônomo explica que a técnica de análise do solo acontece através de um ciclo de etapas. Tudo começa pela amostragem do solo, feita por um quadriciclo que percorre a área preestabelecida, georreferencia a lavoura e monta o perímetro. O espaço é dividido em grids – pequenas glebas – em média com três hectares cada um. De cada grid são retiradas de 10 a 12 subamostras do solo, que definem um ponto amostral. O técnico agrônomo que retira as amostras também realiza a análise de compactação do solo.


Depois dessa etapa, Tramontina conta que é feito um book dessas amostras, uma análise na qual consta toda a malha de amostragem, com mapas de fertilidade e de distribuição de nutrientes. Em seguida um caminhão faz a aplicação através de taxa variável: todas as informações do book são repassadas para um software, que através do aparelho GPS, localiza a área, suas deficiências e a quantidade exata de fertilizantes e insumos que o solo necessita. ‘O caminhão faz a aplicação que pode variar a uma distância de seis em seis metros, precisamente calculados’, enfatiza o gerente de alta tecnologia da Belagrícola.


Tramontina destaca que na amostragem convencional, comumente usada antes do georreferenciamento, são colhidas algumas subamostras (em torno de 12) de solo em toda a área preestabelecida para receber a agricultura de precisão, mas apenas uma amostra – média do que a área precisa em nutrientes – é definida.


Com a aplicação em taxa variável, segundo o agrônomo, o número de amostras aumenta consideravelmente e o agricultor ganha em aumento de produtividade e redução de custos. Ele diz que atualmente apenas quatro empresas atuam com essa modalidade no País. Mas apenas duas trabalham com a filosofia de atender o agricultor do começo ao fim, prestando assistência técnica e oferecendo um histórico do solo. A Belagrícola está entre elas.

Cadastre-se em nossa newsletter

Conforme o gerente, desde 1988 cerca de 2,3 milhões de hectares passaram pelo processo de agricultura de precisão no País. Entre 2005 e 2007, a área onde foi aplicado o procedimento, já dentro das técnicas mais modernas, fica próxima de 250 mil hectares. E, desde de 2006, quando entrou na atividade, a empresa já realizou agricultura de precisão em 30 mil hectares, do Norte do Paraná e Sul de São Paulo. ‘É uma área muito pequena pelo que se tem a fazer’, observou.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas