O Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região está fazendo uma série de denúncias contra o Itaú/Banestado, que estaria dando continuidade às demissões de funcionários, mesmo depois do lançamento do PDV. Segundo o Sindicato, desde a privatização, em outubro de 2000, o banco já demitiu mais de 600 funcionários. "Não justifica o banco continuar dispensando, antes mesmo de saber os resultados das adesões ao programa de demissão voluntária, afinal o programa teve início hoje", esclarece o presidente do Sindicato, Gladir Basso.
Se a demissão de funcionários comuns já revolta os sindicalistas, a situação fica pior quando se trata de funcionários portadores da LER (Lesão por Esforços Repetitivos). De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Laerson Matias, o banco está demitindo empregados portadores da doença, mesmo em tratamento médico. "Temos dois casos na região, porém as duas pessoas têm medo de falar, mas isso acontece em outros locais", garante.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
De acordo com Basso, outra preocupação é em relação à forma que a instituição vem procedendo nos casos de transferências para outras cidades. Basso diz que, a princípio, o banco informa as vagas disponíveis em outras cidades, e depois faz pressão para que o funcionário formalize o pedido de sua transferência. "Caracterizando que o funcionário pediu a transferência, exime o banco da obrigatoriedade de conceder 25% a título de adicional de transferência", explica Basso.
A reportagem da Folha tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do banco, mas não obteve resposta quanto as acusações feitas pelo Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região.