A privatização do sistema de telefonia fixa no Brasil não está sendo capaz de introduzir o fator competência entre as empresas do setor, admitiu neste domingo o ministro das Telecomunicações, Miro Teixeira.
"Existe um abismo entre o que está escrito na Lei Geral de Telecomunicações e a realidade. Não se estabeleceu a competência entre as empresas", disse Teixeira, que reconheceu que o consumidor é o principal prejudicado neste caso.
Teixeira afirmou que os três maiores mercados brasileiros de telefonia fixa (São Paulo, Rio de Janeiro e regiões Sul e Centro Oeste) estão nas mãos de três empresas, que, em suas respectivas regiões, não possuem concorrentes.
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"No Rio de Janeiro, as pessoas são clientes da Telemar, em São Paulo, da Telefônica e no Sul, da Telecom. E ponto final. O monopólio é proibido por lei, mas há monopólios locais", afirmou o ministro.
O modelo de privatização do sistema de telefonia tal como foi concebido e executado pela administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso previa um desmembramento regional da ex-estatal deixando o passo seguinte sob responsabilidade das empresas que assumiram o sistema.
Embora não exista uma real concorrência no setor de telefonia fixa, Teixeira destacou que, na área de telefonia celular os resultados são bons, pois há competitividade entre as empresas e maior oferta de serviços.