A operadora de turismo BRT e o Consórcio Nacional Copava lançaram em Curitiba um consórcio para pacotes de viagens. As empresas desenvolveram o projeto para atrair novos consumidores e pretendem espantar a crise no setor de turismo que se agravou depois dos ataques terroristas aos Estados Unidos e a ofensiva militar no Afeganistão.
O turismo programado, como está sendo chamado o projeto, vai oferecer planos de 12, 18, 24 e 36 meses, com taxa administrativa de 1% ao mês, e funcionará nos mesmos moldes de um consórcio de carro, por exemplo. "A segurança do dinheiro do consumidor com o turismo programado é muito maior, porque ele estará nas mãos do Banco Central", afirmou o superintendente do Grupo Copava, Ricardo Leocádio dos Santos. O Banco Central é a entidade que regulariza a formação de consórcios.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
A partir do dia 24, cerca de 250 agentes de viagem em Curitiba, filiados à BRT, vão vender créditos vinculados a um pacote de viagem com destino nacional. As agências de viagem credenciadas estarão com um cartaz do turismo programado. De acordo com Santos, o consumidor também poderá usar o valor adquirido para uma viagem internacional, ou trocar o destino nacional previamente escolhido. De acordo com Santos, esse projeto é pioneiro no Brasil, considerando a infra-estrutura oferecida.
O projeto das empresas visa principalmente novos consumidores, que não têm condições de pagar com as formas de parcelamento atuais. "Poderemos fazer pacotes baratos utilizando épocas em que a hotelaria tem muitas vagas e as companhias de aviação não têm muita procura", afirmou o presidente da BRT, Eraldo Palmerini. Segundo ele, em um ano a empresa quer aumentar em 20% as vendas de bilhetes em Curitiba, que atualmente são de 15 mil mensais.
Dentro de seis meses as empresas pretendem oferecer o turismo programado em todo o Paraná e mais tarde em outros Estados. Para o superintendente do grupo Copava, esse é o melhor momento para lançar um consórcio como esse. "O terrorismo para nós é passado, mas o problema da Soletur bate de cheio com o que estamos fazendo", afirmou Santos. A BRT e o grupo Copava esperam que a iniciativa aumente as vendas e garanta a manutenção de empregos no setor.