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Intenção

PDT quer ampliar presença no governo de Dilma

Agência Estado
02 nov 2010 às 17:25
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O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, disse hoje que "a maioria esmagadora do partido quer continuar com a Pasta, mas avançar em outros espaços", no próximo governo. O pedetista vai se reunir na semana que vem com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, encarregado pela presidente eleita Dilma Rousseff de conversar com todos os partidos aliados.

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"O PDT pode colaborar com quadros experientes em vários setores, especialmente na área social, de minas e energia, petróleo. Tudo o que envolve a área social nos interessa. A hora não é de pressionar, mas de dialogar. A Dilma vai avaliar nosso trabalho no ministério. Temos 30 anos de amizade. Tenho consciência de que cumprimos nosso dever, mas ela vai avaliar e verificar onde seremos úteis", disse Lupi, lembrando que seu partido "foi o primeiro a declarar apoio oficial a Dilma, antes mesmo da convenção do PT."

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Segundo Lupi, a conversa direta com Dilma acontecerá quando as negociações sobre participação no governo estiverem mais avançadas. "Em 2006 (ano da reeleição do presidente Lula) também foi assim. Nosso diálogo era com o Tarso Genro, conversamos com o Lula quando as coisas já estavam encaminhadas", lembrou.


No primeiro escalão, o PDT tem apenas o Ministério do Trabalho. Lupi evita citar outros cargos que o partido gostaria de ocupar no futuro governo Dilma. "Pode ser ministério, pode ser empresa pública. Nossa preocupação é colaborar", afirmou. O ministro disse que ainda não esteve pessoalmente com Dilma depois da vitória. "Liguei para dar parabéns e ela me disse que o Dutra vai conversar com os partidos", contou.

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Lupi defende que, logo no início do novo governo, Dilma mobilize dos aliados pela reforma política. "É quando o governo está mais forte. A reforma política é mais difícil que a tributária", avalia.

O ministro propõe que, depois de deixar a Presidência, Lula lidere "uma frente partidária ampla para pôr em prática o objetivo de erradicar a miséria no Brasil e avançar na saúde e na educação". "A frente partidária tem muito mais força do que uma frente só parlamentar, que busca cargos importantes na Câmara e no Senado", diz.


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