Um grupo de 22 organizações de defesa dos direitos de lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) afirma que enviou aos dois candidatos a prefeito que disputam o segundo turno em Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) e Ratinho Junior (PSC), um termo de compromisso com as reivindicações do movimento. Os ativistas dizem, no entanto, que até o momento apenas o pedetista assinou o documento.
Segundo o presidente da ABGLT, Toni Reis, as lideranças ainda esperam um posicionamento de Ratinho. "O Fruet já se comprometeu com os dez pontos da nossa comunidade e inclusive tirou foto com as lideranças. Já a assessoria do Ratinho desconversou, mas soubemos que ele assinou um termo de compromisso com os evangélicos, garantindo que apoiaria o ‘modelo tradicional’ de família", disse.
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Em 2010, Ratinho Junior causou polêmica ao manifestar opinião contrária ao casamento gay. A frase mais famosa dele sobre o tema, "Eu não quero que a minha filha de sete anos veja dois homens se beijando em praça pública", se espalhou pela internet e causou indignação entre militantes de direitos humanos.
Procurada, a assessoria de imprensa do candidato ficou de se pronunciar sobre o caso, o que ainda não aconteceu.
No documento LGBT, as instituições destacam dez pontos que julgam importantes para garantir uma Curitiba "sem homofobia, lesbofobia e transfobia". Entre eles, destacam-se a garantia de recursos no orçamento, a utilização do nome social de travestis e transexuais por todos os órgãos da administração pública direta e indireta e a defesa do Estado Laico, em conformidade com a Constituição Federal.
De acordo com Reis, a candidata a vice-prefeita na chapa de Fruet, Mirian Gonçalves, também assinou o termo, ainda no primeiro turno. "O nosso objetivo é politizar as discussões sobre os direitos LGBT e reivindicar o respeito à igualdade. Não queremos mais direitos, e sim os mesmos. Afinal, também pagamos ISS, IPTU e outros impostos", completou.